FRATERNIDADE, CONCEITO ESQUECIDO

janeiro 17, 2019 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

foto Mario Lang S ThiagoO Jurista Mário Lange de S.THIAGO (Advogado e Professor)  escreveu um excelente texto sobre  o esquecimento da Fraternidade, que merece ser divulgado e lido com muita atenção, para reflexão. 

Foi publicado originalmente no Diário Catarinense deste 17/01/19, p.4 e consta aqui na página de entrada de nosso Blog, com a devida autorização do Autor,como segue:

 “Do Século do Iluminismo (Modernidade), a Revolução Francesa, através da pena de um impressor, chamado Antoine-François Momoro, colheu a expressão Unité, Indivisibilité de la République ; Liberté, Égalité, Fraternité ou la mort. Discute-se sobre a origem dessa frase, que se tornou legenda e símbolo da França, a partir da ordem/sugestão de uso pela sua inscrição nos uniformes da Guarda Nacional. Às ideias de liberdade e igualdade se intentou reunir o conceito Amitié (Amizade), ou, ainda, a palavra Charité (Caridade).

Aquela expressão, todavia, ganhou o mundo, constituindo-se em mote categorial das aspirações humanas no que se refere à organização das normas de convivência.

É assim que se pode constatar, na evolução das ideias políticas, a afirmação das propostas liberais no século XIX, em face do antigo regime (que era monárquico e autoritário na França).

As concepções socialistas prevaleceram no século XX, caracterizando as novas constituições do México e da Alemanha após a primeira grande guerra.

O que se poderia esperar para o século XXI em torno dos ideários político-constitucionais?

 Veio, entretanto, a modernidade líquida, o pós-modernismo. Tudo se alterou.

Os valores foram postos em cheque e, a um tempo, a indiferença pôs-se ao lado das correntes massificadas na desinteligência, no imediatismo e na percepção do perigo pelos iguais.

Está claro, agora, que houve uma inversão de ordem no tríptico conceitual proposto ao mundo, posto que, a hora era da fraternidade, caminho livre para a igualdade.    

Todos sabem, porém, que a fraternidade não pode surgir da luta exterior, no plano dialético das relações humanas, nem pode ser imposta e, muito menos, por lei. Ela brota no dia a dia das pessoas, dialogicamente, à medida que seus espíritos vão sendo auto educados na percepção da alteridade.

Desse embate interior nos falam as tradições literárias, no simbolismo da batalha do Armagedon, que se processa na consciência de cada um!”

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