Mulher na política – um desafio constante.

fevereiro 25, 2019 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

foto sandeA Jornalista Sande MORAES (MTE\SRT Nº 01461-MA) escreveu texto estimulador de reflexões e debates, publicado originalmente no DC de 21/02/19- p.4. Com a devida autorização da Autora e a referencia acima sobre a publicação original, reproduzimos integralmente, a seguir. Merece leitura muito atenta:

“Nos últimos anos, o tema “Mulheres na Política” tem sido  discutido  com mais intensidade e ganhado repercussão na mídia, o assunto virou pauta de campanhas em defesa da participação da mulher na política.

Sendo o número de eleitores do sexo feminino  superior ao sexo masculino, somando um percentual de 52% do eleitorado brasileiro, mostram que as mulheres estão em plenas condições de exercer a soberania popular prevista na Constituição Federal de 1988 que define a possibilidade de votar e se candidatar nas eleições como um valor igual para todos, a conquista do espaço e vitória nas eleições tem sido uma batalha constante contra preconceitos, falta de apoio,  estímulo, entre outros impasses.

Recentemente a frase “Mulher não é muito de política” citada em entrevista pelo presidente do PSL Nacional, Luciano Bivar, que, em um disparate bastante polêmico e visivelmente preconceituoso e machista, defende o fim da cota de gênero.

Atitude bastante inadequada para um Presidente de Partido Político, que obviamente deve conhecer e cumprir o Art. 10 da Lei 9.504\1997, onde determina a cota dos 30% para vagas de candidatas do sexo feminino como medida obrigatória para efetivar o registro de todos as candidaturas.

Declarações, críticas, controvérsias, contra a mulher, está se tornando comum no meio político é como se fosse uma estratégia para desestimular e intimidar a mulher da participação política.

Até parece que retrocedemos no tempo em pleno século XXI,  nos impondo a condição de que mulher é apenas para ser a senhora esposa, mãe e do lar, uma versão arcaica já vencida pelas conquistas da mulher em meio a sociedade.

É lamentável que a falta de respeito, o machismo  e preconceito, ainda sejam as grandes barreiras na carreira política da mulher, pois entendemos que um país justo, não se faz só com homens, mas também com mulheres na política ou, em qualquer outra representatividade.”

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