UM POETA DAS ESTRELAS

maio 27, 2019 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

FOTO LEUDOO nosso Colaborador Permanente Afonso Leudo de Oliveira CARVALHO (Licenciado em Matemática pela UNIASSELVI, Especialista em Metodologias do Ensino de Matemática, Autor do Artigo Cientifico na Revista Percursos nº 10 da UDESC, com o título: “Ritmo, Poesia e Matemática”) produziu texto muito interessante sobre o  Físico e Astrônomo brasileiro MARCELO GLEISER, agraciado com o PRÊMIO TEMPLETON de  2019. Conforme o Professor Leudo , Marcelo Gleiser, “ MAGNIFICAMENTE NOS APROXIMA DO CONHECIMENTO CIENTIFICO SEM MAIORES DELONGAS. UM VERDADEIRO POETA DAS ESTRELAS.”

Leia :

“Marcelo Gleiser , nasceu no Rio de Janeiro em 19 de março de 1959, é um físicoastrônomoprofessorescritor e roteirista brasileiro, atualmente pesquisador da Faculdade de Dartmouth, nos Estados Unidos. Conhecido nos Estados Unidos por suas aulas e pesquisas científicas, no Brasil é mais popular por suas colunas de divulgação científica no jornal Folha de São Paulo.

Escreveu oito livros e publicou três coletâneas de artigos. Participou de programas de televisão dos Estados Unidos, da Inglaterra e do Brasil. Gleiser recebeu o Prêmio Jabuti em 1998, pelo livro A Dança do Universo, e em 2002 por O Fim da Terra e do Céu. Em 2007, foi eleito membro da Academia Brasileira de Filosofia. Em março de 2019 Gleiser tornou-se o primeiro latino-americano a ser contemplado com o Prêmio Templeton, tido informalmente como o “Nobel da espiritualidade”. É membro e ex-conselheiro geral da American Physical Society.

Quando criança, gostava de tocar violão e jogar. Mesmo não se interessando por matemática, desde cedo eram claros seu interesse e paixão pela natureza. Queria ser músico, mas seu pai, Isaac Gleiser, que era dentista, convenceu-o a mudar de ideia, pois, segundo ele, a música seria uma escolha arriscada, tornando incerto seu futuro profissional. Após cursar dois anos de Engenharia Química, Gleiser transferiu-se para o curso de Física da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. Bacharelou-se em 1981. No ano seguinte fez seu mestrado na Universidade Federal do Rio de Janeiro e em 1986 obteve seu doutorado no King’s College London na Universidade de Londres. Em 1988 obteve um pós-doutorado pela Fermilab e em 1991 pelo Institute for Theoretical Physics da Universidade da Califórnia. Desde 1991, é professor de Física e Astronomia e pesquisador da Dartmouth College em HanoverEstados Unidos. Já fez parte do grupo de pesquisadores do Fermilab, em Chicago, e do Institute for Theoretical Physics da Califórnia. Recebeu bolsas para pesquisas da NASA, da National Science Foundation e da OTAN.

Na Dartmouth, ministra a disciplina “Física para Poetas”, cujas aulas se caracterizam por relatos da história da ciência e dos cientistas juntamente com explicações sobre os fundamentos da física no laboratório através de experiências e demonstrações em sala de aula. Em 1994, ganhou do então presidente norte-americano Bill Clinton o prêmio Presidential Faculty Fellows Award por seu trabalho de pesquisa em cosmologia e por sua dedicação ao ensino. Em 1995, ganhou o Dartmouth Award for Outstanding Creative or Scholarly Work e venceu em 2001 o prêmio José Reis de Divulgação Científica. Em 2001, Gleiser foi eleito Fellow da American Physical Society, a Sociedade de Física Americana, da qual é membro. Seu ensaio “Emergent Realities in the Cosmos” apareceu na antologia Best American Science Writing 2003, editada por Oliver Sacks. Em 1997, lançou no Brasil seu primeiro livro, A Dança do Universo, que trata da questão da origem do Universo tanto sob o ponto de vista científico quanto religioso. O livro, escrito para o público não-especializado, tornou-se num marco da divulgação científica no Brasil. Em 1998 ganhou o Prêmio Jabuti por esse livro, prêmio que viria a repetir em 2002 pelo livro O fim da Terra e do Céu.

Em 2005, lançou uma coletânea de suas colunas publicadas na Folha de São Paulo de 1999 a 2004 intitulada Micro Macro, e em 2007, dando prosseguimento à coleção, outra intitulada Micro Macro 2. Gleiser, realiza um trabalho fantástico em ‘Dança do Universo’, no qual expõe a evolução das ideias sobre a cosmogênese, evitando simplificações grosseiras e elencando de maneira estupenda os fatos e biografias mais significativas para a compreensão da linguagem cientifica.  A sua primeira obra inspirou uma peça de teatro do grupo Arte e Ciência no Palco, que estreou no Festival de Curitiba, e foi apresentada em vários teatros e festivais no Brasil e em Portugal. Em 2006, publicou A Harmonia do Mundo, seu primeiro romance e também um best seller, sobre a vida e obra do astrônomo alemão Johannes Kepler. Em 2010, publicou o livro “Criação Imperfeita: Cosmo, Vida e o Código Oculto da Natureza”, onde faz críticas a várias das ideias de unificação na física, argumenta que as assimetrias do Universo não tiveram origem a partir de um Deus, e que são as imperfeições que causaram e causam a formação de estruturas na Natureza, do átomo às células. O livro foi publicado em sete línguas.

Em 2015, publicou A Ilha Do Conhecimento que lida com o problema do necessariamente incompleto conhecimento científico e dos limites das explicações do universo. Em Setembro de 2006 estreou nos cinemas o filme O Maior Amor do Mundo, de Cacá Diegues, com consultoria de Gleiser. O filme conta a história de um astrofísico que volta ao Brasil. Em 2006, apresentou um bloco no programa dominical Fantástico, da Rede Globo, chamado “Poeira das Estrelas“. A série em muito lembra a série Cosmos, de Carl Sagan, com episódios abordando temas científicos e mantendo o foco na astronomia e na origem da vida.

A série inspirou um livro homônimo publicado no mesmo ano. Dois anos depois, em 2008, também no Fantástico, apresentou outra série de conteúdo científico: “Mundos Invisíveis“, onde explorou a história da física e da química, da alquimia à física de partículas elementares. Em 2010, narrou o documentário Como Funciona o Universo, exibido pelo Discovery Channel.

 Ele é o primeiro latino-americano a ganhar o prêmio, criado em 1972, e vai receber 1,1 milhão de libras esterlinas, o equivalente a R$ 5,5 milhões.

A cerimônia de premiação será dia 29 deste mês, em Nova York. “Um dos principais proponentes da visão que ciência, filosofia e espiritualidade são expressões complementares que a humanidade precisa para abraçar o mistério e explorar o desconhecido”, diz Heather Templeton Dill, presidente da fundação John Templeton.

Gleiser tem 60 anos e vive atualmente nos Estados Unidos, onde ensina física e astronomia no Dartmouth College, em Hanover, New Hampshire. São recorrentes em seus trabalhos os debates entre as visões de mundo religiosas e científicas.

Gleiser é, contudo, adepto declarado do naturalismo.

Afinal, os terrenos da fé e da ciência são terrenos da incerteza.”

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