GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ: CEM ANOS DE SOLIDÃO

junho 28, 2019 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

FOTO LEUDOO nosso Colaborador Permanente Afonso Leudo de Oliveira CARVALHO (Licenciado em Matemática pela UNIASSELVI, Especialista em Metodologias do Ensino de Matemática, Autor do Artigo Cientifico na Revista Percursos nº 10 da UDESC, com o título: “Ritmo, Poesia e Matemática”) traz um texto que se constitui em bela homenagem a GABRIEL GARCIA MARQUES, com síntese do seu CEM ANOS DE SOLIDÃO. Leia a crônica, a seguir:

“O maior ícone da literatura colombiana, Gabriel García Márquez é o autor desse mês com a sua obra Cem Anos de Solidão, um divisor de águas para a cultura do povo colombiano.

Vale a pena conferir o presente que nosso vizinho colombiano nos concedeu! Cem Anos de Solidão foi publicado em 1967. É a obra mestra de Márquez, considerada umas das novelas mais importantes do século XX, tendo concedido ao autor o Prêmio Nobel de Literatura em 1982.

Com uma perfeita estrutura circular, a novela cria um mundo próprio, recriação mítica do mundo real da América Latina, com um estilo que foi denominado “realismo fantástico”, pelo encontro constante do real com motivos e elementos fantásticos. O livro narra a história da família Buendía ao longo de sete gerações na cidade fictícia de Macondo. José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán são um casal de primos que se casaram cheios de maus presságios e temores em função de seu parentesco, e do mito existente na região de que sua descendência poderia nascer com rabo de porco. José Arcadio mata Prudêncio Aguilar, após este tê-lo provocado mencionando os boatos que circulavam na cidade, segundo os quais José Arcadio e Úrsula nunca haviam tido relações sexuais em um ano de casamento (devido ao medo de Úrsula de que nascesse uma criança com rabo de porco).  Entretanto, Prudêncio Aguilar segue aparecendo para José Arcadio como fantasma. Esse é o motivo que leva José Arcadio Buendía e Úrsula a partirem. No meio do caminho, José Arcadio Buendía tem um sonho em que aparecem construções com paredes de espelhos e, perguntando seus nomes, respondem “Macondo”. Assim, ao despertar do sonho, ele decide parar a caravana, abrir uma clareira na mata e povoar o local.

A cidade é fundada por diversas famílias lideradas por José Arcadio Buendía e Úrsula Iguarán, que tiveram três filhos: José Arcadio, Aureliano e Amaranta (nomes que se repetirão nas próximas gerações). José Arcadio Buendía, o fundador, é a pessoa que lidera e se informa com as novidades que os ciganos trazem –  em especial Melquíades –  à cidade e termina sua vida amarrado à árvore onde aparece o fantasma de seu antigo inimigo Prudêncio Aguillar, com quem conversa. Úrsula é a matriarca da família, que vive durante mais de cem anos cuidando da família e do lar.

A cidade vai crescendo pouco a pouco e com esse crescimento chegam habitantes do outro lado do pântano. Com eles vai se incrementando a atividade comercial e a construção em Macondo. Inexplicavelmente chega Rebeca, a quem os Buendía adotam como filha. Por desgraça, com ela também chega a epidemia de esquecimento, causada pela epidemia de insônia. A perda de memória obriga os habitantes a criarem um método para lembrar das coisas e José Arcadio Buendía começa a etiquetar todos os objetos para recordar seus nomes; entretanto, esse método começa a falhar quando as pessoas também se esquecem de ler. Um dia, Melquíades regressa da morte com uma bebida para reestabelecer a memória que surte efeito imediatamente e, em agradecimento, é convidado a viver na casa. Nessa ocasião, Melquíades escreve uns pergaminhos que só poderiam ser decifrados cem anos depois.

Quando a guerra civil é deflagrada, a população toma parte ativa no conflito ao enviar um exército de resistência, dirigido pelo coronel Aureliano  (segundo filho de José Arcadio Buendía), para lutar contra o regime conservador. Enquanto isso, Arcadio (neto do fundador e filho de Pilar Ternera e José Arcadio, o primeiro filho de José Arcadio Buendía) é designado por seu tio chefe civil e militar, e se transforma em um brutal ditador, sendo fuzilado quando o conservadorismo retoma o poder. Aureliano Triste, um dos dezessete filhos do coronel Aureliano Buendía, instala uma fábrica de gelo em Macondo, deixa seu irmão Aureliano Centeno a frente do negócio e parte da cidade com a ideia de trazer o trem. Regressa em pouco tempo, cumprindo sua missão, que gera um grande desenvolvimento, já que com o trem, chegam também o telégrafo, o gramofone e o cinema. Então, a cidade se converte num centro de atividade na região, atraindo milhares de pessoas de diversos lugares. Alguns estrangeiros recém-chegados iniciam uma plantação de banana próximo a Macondo.

A cidade prospera até o surgimento de uma greve na plantação bananeira; para acabar com ela, entra em ação o exército nacional e os trabalhadores que protestam são assassinados e lançados ao mar.

Depois do Massacre dos Trabalhadores da Banana, a cidade é assolada pelas chuvas que se prolongam por quatro anos, onze meses e dois dias. Úrsula diz que espera o fim das chuvas para finalmente morrer. Nasce Aureliano Babilonia, o último membro da linhagem Buendía (inicialmente chamado de Aureliano Buendía, até que mais a frente descobre pelos pergaminhos de Melquíades que seu sobrenome paterno é Babilonia). Quando param as chuvas, Úrsula morre e Macondo fica desolada.

A família se vê reduzida e em Macondo já não há lembranças dos Buendía; Aureliano se dedica a decifrar os pergaminhos de Melquíades, até que regressa de Bruxelas sua tia Amaranta Úrsula, com quem tem um romance. Amaranta Úrsula dele engravida e tem um filho que ao nascer descobre-se ter rabo de porco; ela morre de hemorragia após o parto. Aureliano Babilônia, desesperado, sai rumo à cidade batendo de porta em porta, mas Macondo agora é uma cidade abandonada e só encontra um homem que lhe oferece aguardente, e Aureliano adormece. Ao despertar, se lembra do filho recém-nascido e corre para vê-lo, mas quando chega, as formigas o estão comendo. Aureliano lembra que isso estava previsto nos pergaminhos de Melquíades.

Com ventos de furacão assolando Macondo e o lugar onde ele estava presente, termina de decifrar a história dos Buendía que estava ali escrita com antecipação, concluindo que, ao terminar sua leitura, finalizaria sua própria história e com ela, a história de Macondo, que seria arrasada pelo vento e apagada de qualquer memória humana… “porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não têm uma segunda oportunidade sobre a terra”.

É de fato uma obra magnífica.

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