MAIS DE GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ: O GABO.

julho 23, 2019 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

FOTO LEUDOO nosso Colaborador Permanente Afonso Leudo de Oliveira CARVALHO (Licenciado em Matemática pela UNIASSELVI, Especialista em Metodologias do Ensino de Matemática, Autor do Artigo Cientifico na Revista Percursos nº 10 da UDESC, com o título: “Ritmo, Poesia e Matemática”) traz mais um texto com o qual  prossegue a bela homenagem a GABRIEL GARCIA MARQUES, iniciada em junho pp neste Blog. Leia a crônica, a seguir:

“ Como já destacamos anteriormente, Gabriel García Márquez (1927-2014) foi um escritor colombiano. Autor do livro “Cem Anos de Solidão” publicado em 1967. Gabo, como era conhecido no meio literário, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1982, pelo conjunto da obra. Gabriel García Márquez nasceu em Aracataca, Colômbia, no dia 6 de março de 1927. Filho de Gabriel Elísio García e de Luisa Santiaga Márquez, que tiveram onze filhos. Gabriel passou seus primeiros anos na casa dos avós maternos em Aracataca, enquanto a família mudou-se para Barranquilla. Estudou no Liceu Nacional de Zipaquirá em Barranquilla.

Com 17 anos, decidiu se tornar escritor, segundo ele, após ler A Metamorfose de Kafka descobriu que o alemão contava as coisas da mesma maneira que sua avó. Em 1947 mudou-se para Bogotá para estudar Direito e Ciência Política na Universidade Nacional da Colômbia, porém não concluiu o curso. Nesse mesmo ano, publicou seu primeiro conto “A Terceira Resignação”, no jornal El Espectador.

Em 1948, Gabriel García Márquez foi para Cartagena onde começou o trabalho de jornalista no El Universal. Em 1949 foi para Barranquilla como reporte do El Heraldo. Nesse mesmo ano, participou de um grupo de estudos de literatura. Em 1954 começou a trabalhar no El Espectador como reporte e crítico. Em 1955, pulicou seu primeiro romance “A Revoada” (O Enterro do Diabo).

Em 1958, foi para a Europa como correspondente do El Espectador. Ao retornar para Barranquilla, casou-se com Mercedes Barcha, com quem teve dois filhos.

Em 1962 foi para Nova Iorque como correspondente. Por sua filiação ao Partido Comunista e suas críticas aos exilados cubanos, como também sua amizade com Fidel Castro, o levaram a ser perseguido pela CIA e não conseguiu seu visto de permanência no país. Ainda em 1962, Gabriel García Márquez ganhou o Prêmio Esso de Romance, na Colômbia, com o romance “O Veneno da Madrugada” (1962). Acusado de colaborar com a guerrilha colombiana, exilou-se no México, onde escreveu aquele que seria seu romance mais popular e sua obra-prima, “Cem Anos de Solidão” (1967), um épico sobre uma família fictícia, Buendia, na imaginária cidade de Macondo,  ( Que já foi abordado na primeira parte desta crônica publicada em Junho). Nele, o escritor mescla lembranças pessoais com acontecimentos extraordinários. O romance foi escrito em uma época de muito sofrimento, quando sua família acumulava dívidas. Para enviar o original datilografado à Argentina, o escritor precisou penhorar até seu aquecedor elétrico. Mas a recompensa chegou em 1972, quando recebeu o Prêmio Latino-Americano de Romance Rômulo Gallegos pela obra. Em 1971 voltou aos Estados Unidos para receber o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Columbia. Em 1982 ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, pelo conjunto da obra. Em 1981 recebeu a Medalha da Legislação Francesa.

Gabriel García Márquez era tão apaixonado por cinema que pensou em ser cineasta. Além da vasta produção literária de romances, contos, trabalhos jornalísticos, foi também roteirista de diversos filmes. Foi para Roma estudar como os filmes eram feitos. Esteve à frente de duas instituições dedicadas ao cinema, a Fundação do Novo Cinema Latino-Americano, da qual era presidente e da Escola Internacional de Cinema e TV de San António de Los Baños, ambas em Cuba. Fiel ao Comunismo e aliado dos cubanos, criou em Cuba um curso de cinema pelo qual passaram alguns realizadores brasileiros. Gabriel García Márquez faleceu na Cidade do México, México, no dia 17 de abril de 2014.

Obras de Gabriel García Márquez:

A Terceira Resignação, 1947. A Outra Costela da Morte, 1948. Amargura para Três Sonâmbulos, 1949. Diálogo do Espelho, 1949. A Mulher que Chegava às Seis, 1950. Nabo, o Negro que Fez Esperar os Anjos, 1951. Alguém Desarruma estas Rosas, 1952. Um Dia Depois do Sábado, 1955. A Revoada (O Enterro do Diabo), 1955. Relato de Um Náufrago, 1955. Ninguém Escreve ao Coronel, 1958. Os Funerais da Mamãe Grande, 1962. A Má Hora: o Veneno da Madrugada, 1962. Cem Anos de Solidão, 1967. Como Contar um Conto, 1947-1972. Todos os Contos, 1975. O Outono do Patriarca, 1975. Crônicas de Uma Morte Anunciada, 1982. O Amor nos Tempos do Cólera, 1985. Doze Contos Peregrinos, 1992. Do Amor e Outros Demônios, 1994. O Rastro do teu Sangue na Neve, 1981. O Verão Feliz da Senhora Forbes, 1982. A Aventura de Miguel Littin, Clandestino no Chile, 1986. O General em Seu Labirinto, 1989. Notícia de um Sequestro, 1997. Viver Para Contar (autobiografia), 2002. Memórias de Minhas Putas Tristes, 2004. Eu não Venho Fazer um Discurso, 2010.

Gabriel García Márquez foi inspirado a escrever um romance sobre um ditador quando testemunhou a fuga do ditador venezuelano Marcos Pérez Jiménez. Ele disse que “foi a primeira vez que vimos um ditador cair na América Latina”.  García Márquez começou a escrever o Outono do Patriarca ( Eloto do patriarca ) em 1968 e disse que estava terminado em 1971; no entanto, ele continuou a embelezar o romance do ditador até 1975, quando foi publicado na Espanha.  De acordo com o próprio  García Márquez, o romance é um “poema sobre a solidão do poder”, pois segue a vida de um eterno ditador conhecido como o General. O romance é desenvolvido através de uma série de anedotas relacionadas à vida do General, que não aparecem em ordem cronológica.  Embora a localização exata da história não seja marcada no romance, o país imaginário está situado em algum lugar do Caribe.  García Márquez deu sua própria explicação do enredo:

A intenção de Gárcia Márquez sempre foi fazer uma síntese de todos os ditadores latino-americanos, especialmente os do Caribe. No entanto, a personalidade de Juan Vicente Gomez [da Venezuela] era tão forte, além do fato de que ele exerceu um fascínio especial sobre Gabo, que, sem dúvida, o Patriarca tem muito mais dele do que qualquer outro.

No conto “ A Incrível e Triste História da Inocente Eréndira e Sua Avó Desalmada”, apresenta a  estória de uma jovem mulata que sonha com a liberdade, mas não consegue escapar do alcance da avó avarenta.

Vamos redescobrir a obra de quem resgata e trata da história da América Latina como ninguém! “

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Última atualização em 13 de Agosto de 2019.
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