A FORÇA DO PROFESSOR.

novembro 26, 2019 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

FOTO LEUDOO  Colaborador Permanente Afonso Leudo de Oliveira CARVALHO (Licenciado em Matemática pela UNIASSELVI, Especialista em Metodologias do Ensino de Matemática, Autor do Artigo “Ritmo, Poesia e Matemática” publicado na Revista Percursos nº 10 da UDESC) desta vez nos brinda com texto sobre a Força do Professor. Merece leitura atenta. A seguir o inteiro teor:

“Foi através do cordel de meu conterrâneo, nordestino, que enriqueceu este mote, dizendo assim:

´A Força do Professor – Um guerreiro sem espada sem faca, foice ou facão armado só de amor segurando um giz na mão o livro é seu escudo que lhe protege de tudo que possa lhe causar dor por isso eu tenho dito Tenho fé e acredito na força do professor. Ah… se um dia governantes prestassem mais atenção nos verdadeiros heróis que constroem a nação ah… se fizessem justiça em corpo mole ou preguiça lhe dando o real valor eu daria um grande grito Tenho fé e acredito na força do professor.  Porém não sinta vergonha não se sinta derrotado se o nosso país vai mal você não é o culpado. Nas potências mundiais são sempre heróis nacionais e por aqui sem valor mesmo triste e muito aflito. Tenho fé e acredito na força do professor. Um arquiteto de sonhos Engenheiro do futuro. Um motorista da vida dirigindo no escuro. Um plantador de esperança
plantando em cada criança um adulto sonhador e esse cordel foi escrito por que ainda acredito na força do professor.’ [Bráulio Bessa]

Com este cordel, o poeta Bráulio Bessa nos presenteia com uma chuva de pétalas em forma de palavras, que nos faz viajar pela infância e adolescência, quando nos juntávamos na escola para fazermos atividades. Saudades…

Na obra-prima “Os Sertões”, Euclides da Cunha presenteou-nos com uma frase que entrou para a história: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Parafraseando esse autor, podemos dizer, com convicção, que também “o educador é, antes de tudo, um forte”. Agente fundamental no processo de formação de gerações, o professor merece, em sua homenagem o 15 de outubro e muito mais. Mas, a valorização desse profissional deve ser um exercício diário, que corresponda à complexidade e à nobreza de seu ofício.

Em muitos aspectos, o magistério assemelha-se à geração da vida, à formação e ao desenvolvimento de novos seres. Como as mães e os pais, os mestres orientam, aconselham, ensinam e regam, todos os dias, dezenas de sementes. Sua função é fazer com que as sementes cresçam, floresçam e deem frutos capazes de alimentar os novos tempos com sua beleza multicor e vibrante.
Os educadores são sonhadores e jamais desistem de suas sementes, mesmo que não germinem no tempo certo… Mesmo que pareçam frágeis frente às intempéries… Mesmo que não sejam viçosas e que não exalem o perfume que se espera delas. O espírito de um mestre nunca se deixa abater pelas dificuldades. Ao contrário, esses educadores entendem experiências difíceis como desafios a serem vencidos.

E uma vez superados esses desafios… como é indescritível o resultado de ver transformada uma planta frágil em uma árvore frondosa! Cada minuto empregado nessa empreitada vale por uma vida e nos dá a certeza de que é imprescindível continuar exercendo esse ofício gratificante e incomparável. Essa é a força do professor.
Para isso, há que se cultivar com os alunos uma relação de troca, em que haja o compartilhar e o aprendizado mútuo. Que é o que se dá aqui no nosso blog. Há que se conquistar o aluno pela paixão com que se leciona esta ou aquela disciplina. É preciso conquistá-lo aproximando do que fazem no dia a dia, além da sala de aula.
Gestos singelos que demandam dos professores a visão e a clareza de que têm em mãos as crianças e os jovens que darão continuidade ao processo natural de ocupação deste planeta. Cabe aos educadores dedicar-se para que essa juventude seja partidária do progresso com responsabilidade, do exercício da cidadania plena, da política fundamentada no trabalho em prol do bem para a coletividade, do altruísmo, do respeito às diferenças de cor, sexo, credo e de classe social, do diálogo franco e aberto em vez da intolerância, da busca de soluções e de alternativas que viabilizem a cultura da paz.

Acreditamos nisso e ressaltamos a necessidade de os educadores terem de enxergar sempre além. Educar é preparar para a vida, e isso exige o empenho, a dedicação e o trabalho ininterruptos da família, da escola e da sociedade. E a escola deve ser o centro de luz que irradia a energia necessária para que essa educação ocorra da melhor forma possível, em todos os níveis e em todas as esferas sociais.
Temos certeza, educadores compactuam com esses ideais e lutam diariamente para colocá-los em prática.  Grandes distâncias e enfrentando o trânsito caótico das metrópoles. Muitos dormem tarde e acordam cedo na esperança de que seu trabalho possa propiciar um mundo melhor. Em razão de tantos fatores, nada mais justo que dedicarmos este texto a milhões de professores, fortes na prática de seu ofício, hábeis na condução de seus aprendizes.  Afinal, é na relação cotidiana que o educador ajuda a construir, com dignidade, uma sociedade mais justa e cidadã. Tive e continuo tendo muitos professores que marcaram profundamente minha trajetória de vida. Mas, de cada um deles, parece ficar algo em nós, que nos marcam para sempre. O oficio acaba sendo uma soma de alguns gestos que só se aprende com o aluno em sala de aula! Para repensar as práticas pedagógicas e atuação do professor em sala de aula é fundamental rever e analisar paradigmas que a sustentam, ou melhor, rever seus conceitos e suas perspectivas, apresentando uma análise teórica da prática docente, dificuldades no exercício, na existência ou não de clareza de seu papel enquanto educador. Levar em conta a realidade do aluno; reconhecer-se e assumir-se como professor; acreditar que a mudança é possível; reflexão crítica sobre a prática docente. Processo ensino e aprendizagem, papel do docente em desenvolver estratégias que possibilite ao aluno na construção do conhecimento.

A importância do planejamento pedagógico dentro do contexto com ações educativas, postura ética e mediadora do docente, o vínculo afetivo entre professor e aluno, o diálogo, as intervenções pedagógicas, o planejamento de situações reais de aprendizagem, considerando a realidade do educando, tendo a avaliação como um instrumento de aprendizagem, buscando sempre uma formação de qualidade com visão crítica e reflexiva.”

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