JORGE LUÍS BORGES

janeiro 19, 2020 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

FOTO LEUDOO  Colaborador Permanente Afonso Leudo de Oliveira CARVALHO (Licenciado em Matemática pela UNIASSELVI, Especialista em Metodologias do Ensino de Matemática, Autor do Artigo “Ritmo, Poesia e Matemática” publicado na Revista Percursos nº 10 da UDESC) produziu texto descritivo e objetivamente analítico sobre o extraordinário Jorge Luís BORGES.

Leia a seguir:

 “Jorge Francisco Isidoro Luís Borges foi um poeta, escritor e crítico literário argentino, considerado uma das maiores expressões literárias de seu país. Borges nasceu em Buenos Aires, Argentina, no dia 24 de agosto de 1899. Por influência de sua avó materna, que era de origem inglesa, aprendeu inglês antes do espanhol.  Borges nasceu numa família burguesa e instruída. A mãe de Borges, Leonor Acevedo Suárez, veio de uma família tradicional uruguaia. O seu livro de 1929 Cuaderno San Martín incluiu um poema, “Isidoro Acevedo”, em homenagem ao seu avô materno, Isidoro de Acevedo Laprida, um soldado do exército de Buenos Aires que se opunha contra o ditador Juan Manuel de Rosas. Com 7 anos de idade já mostrava que seria um escritor. Com 9 anos escreveu seu primeiro conto, “A Viseira Fatal”, inspirado em um episódio da obra Dom Quixote.

Em 1914 mudou-se com a família para a Europa, instalando-se na Suíça.  Em 1919, se mudaram para Madrid, onde Borges concluiu seus estudos. Em 1921, de volta à Argentina, começou a publicar poemas de inspiração surrealista. Publicou seu primeiro livro de poemas, “Fervor de Buenos Aires” 1923. Em 1937 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional, onde trabalhou durante nove anos.

Em 1943, publicou uma das suas mais importantes obras: “O Aleph”, considerado pelo crítico Harold Bloom, como uma das maiores obras literárias do ocidente. Na obra, Borges sugere imagens e espelhos onde o real confundia-se com a realidade.

Com a chegada de Juan Domingo Perón, à presidência da Argentina, Luís Borges foi demitido da Biblioteca Nacional em 1946, sendo obrigado a sustentar-se com ajuda de amigos.

Como reconhecimento por seu trabalho, Jorge Luís Borges recebeu inúmeros prêmios, entre eles, o Prêmio do Congresso Internacional de Editores, além de prêmios do governo da Itália, da França, da Inglaterra e da Espanha. Luís Borges casou-se aos 86 anos com sua secretária Maria Kodama. Jorge Luís Borges faleceu em Genebra, Suíça, As suas obras destacam-se por abordar temáticas como a filosofia ( e seus desdobramentos matemáticos) metafísicamitologia e teologia, em narrativas fantásticas onde figuram os “delírios do racional”, expressos em labirintos lógicos e jogos de espelhos. Ao mesmo tempo, Borges também abordou a cultura dos Pampas argentinos, em contos como O morto, “Homem da esquina rosada” e “O Sul”. Também lida com campanhas militares históricas, como a guerra argentina contra os índios durante a presidência, entre outros. O escritor Domingo Faustino Sarmiento, trata-as, porém, como pano de fundo para criações fictícias, como em História do Guerreiro e da Cativa. E rende homenagem à literatura progressiva do seu país em contos em que se apropria do mitológico Martín Fierro. Entre os seus contos mais conhecidos e comentados podemos citar A Biblioteca de BabelO Jardim de Veredas que se Bifurcam, “Pierre Menard, Autor do Quixote” (para muitos a pedra angular de sua literatura) e Funes, o Memorioso, todos do livro Ficções (1944) – além de “O Zahir”, “A escrita do Deus” e O Aleph (que dá seu nome ao livro de que consta, publicado em 1949). A partir da década de 50, afetado pela progressiva cegueira, Borges passou a dedicar-se à poesia, produzindo obras notáveis como “A cifra” (1981), “Atlas” (um esboço de geografia fantástica, 1984) e “Os conjurados” (1985), a sua última obra. Também produziu prosa (“Outras inquisições”, ensaios, 1952; “O livro de areia”, contos, 1975), notando-se o claro influxo da cegueira. O conto “Tlön, Uqbar, Orbis Tertius” trata de uma enciclopédia forjada por uma sociedade secreta ao longo de gerações, que visa inventar – como lembra o próprio Borges,  “inventar” e “descobrir” são sinónimos em latim – que todo um planeta imaginário, com os seus idiomas, a sua física, a sua política, as suas ciências e as suas culturas. No fim do conto, sendo “acidentalmente” descoberta essa enciclopédia, Tlön (o planeta imaginário) passa a dominar, paulatinamente, todos os interesses terrenos.

Suas obras abrangem o “caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura”. Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhoslabirintosbibliotecas, escritores fictícios, livros fictícios, religião e Deus. Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que “os poetas, como os cegos, podem ver no escuro”. Os poemas do seu último período dialogam com vultos culturais como SpinozaLuís de Camões e Virgílio.

Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente nos Estados Unidos e Europa. Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo “Boom Latino-americano” e o sucesso de Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez. Para homenagear Borges, em seu romance O Nome da Rosa, Umberto Eco criou o personagem “Jorge de Burgos”, que além da semelhança no nome, é cego — assim como Borges foi ficando ao longo da vida. Além da personagem, a biblioteca que serve como plano de fundo do livro é inspirada no conto de Jorge Luís Borges “A Biblioteca de Babel” (uma biblioteca universal e infinita que abrange todos os livros do mundo). O escritor e ensaísta J.M. Coetzee disse que ” Jorge Luís Borges, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos”. Conquistou inúmeros prêmios. Também foi conhecido por suas posições políticas conservadoras, o que pode ter sido um obstáculo à conquista do Prêmio Nobel de Literatura, ao qual ele foi candidato por quase trinta anos.

Jorge Luís Borges foi um ávido leitor de enciclopédias. Numa memorável palestra sobre O Livro em 1978, Borges comenta a felicidade que teve ao ganhar a enciclopédia alemã Enzyklopadie Brockhaus, edição de 1966. Lamenta, também, não poder ver as letras góticas nem os mapas e ilustrações, entretanto sente uma relação amistosa com os livros. A sua enciclopédia preferida era a IX edição da Britânica, como disse numa das inúmeras entrevistas que deu.

Faleceu em Genebra, no dia 14 de junho de 1986.”

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