Autor: Cesar Luiz Pasold

18 nov

REDUÇÃO DE DESPESAS DO ESTADO DE SANTA CATARINA EM 2018 E 2019

Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

foto do CLP na NSC TVOntem, quinta feira, 16 de novembro, o titular deste Blog Prof. Dr. Cesar Luiz PASOLD, concedeu entrevista objetiva à NSC TV, que foi ao ar no jornal  NSC Notícias, às 19:15h.

A objetiva entrevista teve como tema a legitimidade e a legalidade da  redução nas despesas do Governo Estadual   nos anos 2018 e 2019 e repercussões na política catarinense.

O teor da entrevista pode ser acessado pelo link:

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/nsc-noticias/videos/t/edicoes/v/lei-que-limita-gastos-do-governo-estadual-pelos-proximos-dois-anos-e-sancionada/6294362/ 

15 nov

Homicídio de Crianças Indígenas. Colonialidades e Direitos Fundamentais.

Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

Foi lançado, na UNIVALI Campus Sede de Itajai, o Livro  “Homicídio de Crianças Indígenas. Colonialidades e Direitos Fundamentais” ( Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2017), de Autoria de foto de Tainá com microfoneTainá Fernandes PEDRINI.

Ela é Graduanda em Direito na UNIVALI,  Membro da Sociedade Europeia de Criminologia e da Associação dos Advogados Criminalistas de Santa Catarina  (AACRIMESC).

O Titular deste Blog , Prof. Dr. Cesar Luiz PASOLD, integrou a Banca Examinadora do TCC que lhe atribuiu, merecidamente, nota 10 e com a recomendação expressa  que, efetuadas certas e pouca correções, fosse publicado em Livro.

foto capa Livro TaináE o Dr. PASOLD teve a honra de ser convidado, pela Autora, para escrever o “Prefácio I”, no qual ressalta que a sua recomendação para que fosse transformado em Livro e publicado, “sustentou-se em argumentos de ordem temática e epistemológica.” Justifica : “O tema é atualíssimo e dotado de indiscutível relevância humanística, cultural, ética e jurídica.A jovem Autora opera com uma perspectiva de conhecimento teórico e histórico do “Constitucionalismo ao Constitucionalismo Latino-Americano”, em suas peculiaridades, categorias, fundamentos e possibilidades doutrinárias e normativas. “

Registra que esse “é o draft básico da abordagem de interconstitucionalidade fundamentalmente cultural, que é, como ressalta a Autora, determinante seja da Constituição seja do Estado Constitucional.” Esclarece que a “ estrutura capitular é composta, sob a disciplina do método indutivo, conforme um referente acadêmico claro para a Autora. Ela evidencia domínio de conhecimentos teóricos fundamentais e especial capacidade de estimular reflexões sobre um problema contundente: o infanticídio permitido e “legitimado” pela cultura de um povo determinado. “ Pontua que toda “ a Lógica de Conteúdo deste Livro é sedimentada numa tríade: Direito, Pluralismo Jurídico e Interculturalidade. E sob tal tríplice perspectiva é examinada a realidade e a Constituição e seu discurso.” O Dr. PASOLD arremata : “Este Livro exerce plenamente a sua Função Social, sem dúvida! Renovados parabéns à Autora. Cumprimentos efusivos à Editora pela publicação desta Obra.”

 O “Prefácio II” é de autoria do Prof. Dr. José Everton da SILVA(Coordenador Curso de Direito – Campus I – UNVALI,) e no qual se encontra uma frase lapidar, precisa, contundente : “ Ler o livro de Tainá foi uma terapia, uma espécie de catarse[…]. Ao final da leitura, o professor está orgulhoso, o homem branco inquieto, e o cidadão envergonhado”.

 A Apresentação é da Professora MSc. Pollyanna Maria da SILVA (Professora de Direito Penal na UNIVALI e na UNIFEBE), e do seu texto destaca-se aqui uma especial manifestação com interessante e pertinente informação: “Orgulho-me de apresentar à comunidade acadêmica a obra ´Homicídio de Crianças Indígenas: Colonialidades e Direitos Fundamentais’ e sua autora Tainá Fernanda Pedrini – cujo nome de origem tupi-guarani, curiosamente, não por acaso, significa estrela”.

A obra está, por todos os seus méritos, em destaque na nossa seção RECOMENDANDO PUBLICAÇÕES !!!

12 nov

ACADEMIA DE LETRAS DE IMBITUBA

Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

Foto Praia da Ribanceira Imbituba 2007O titular deste Blog recebeu a honrosa notícia de que foi eleito para ocupar uma Cadeira na ACADEMIA DE LETRAS DE IMBITUBA.

Há uma forte relação do Prof. Dr. Cesar Luiz PASOLD com IMBITUBA (da qual é Cidadão Honorário desde 21 de junho de 2007), sua Gente Amiga e sua Terra de Paisagens Lindas.

Através de seu Face o Dr. PASOLD agradeceu às Acadêmicas e Acadêmicos da ACADEMIA DE LETRAS DE IMBITUBA que o elegeram, representados pela Presidente Nádia Delfino e pelo Confrade Odair Ribeiro ,  apresentador do seu nome para ocupar Cadeira  na referida Academia.

A vista acima é do Mar da belíssima Praia da Ribanceira em foto que o Dr. PASOLD bateu em 2007. Ele residiu em Imbituba de 2005 a 2009.

08 nov

Sustentabilidade Ambiental e Direitos da Natureza

Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

foto mayconMaykon Fagundes MACHADO – Graduando em Direito pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI. Foi Pesquisador Bolsista (PIBIC-CNPQ) e atualmente é Pesquisador – Bolsista (PROBIC-UNIVALI), desenvolvendo pesquisas científicas nos temas atinentes à temática: Direito Ambiental, Sustentabilidade e Governança Sustentável, e publicando-as. Participa do grupo de estudo Observatório de Direito Ambiental e Sustentabilidade da Univali, coordenado pela Prof.ª Dra. Maria Cláudia Antunes de Souza. E-mail: maykonfm2010@hotmail.com.

sergio-aquinocoloridaSergio Ricardo Fernandes AQUINO- Mestre e Doutor em Ciência Jurídica pela Universidade do Vale do Itajaí, Professor Permanente do Programa de Pós-Graduação em Direito (PPGD) – Mestrado – do Complexo de Ensino Superior Meridional – IMED. E-mail: sergiorfaquino@gmail.com.

O Professor Dr. Sérgio AQUINO e o Acadêmico Maykon MACHADO  escreveram lúcido  texto com o objetivo de estabelecer com as leitoras e os leitores um “diálogo para enfatizar a fundamentalidade da compreensão e consciência acerca da Sustentabilidade [… ] em seu pilar ambiental, precipuamente no que se refere à visão basilar de que a Natureza, sobretudo, possui direitos e garantias fundamentais que devem ser igualmente resguardados de modo intransigente.”

Argumentam e sustentam seu posicionamento em  fontes respeitáveis em  linha de raciocínio que lhes permite concluir que  “Sustentabilidade Ambiental e Direitos da Natureza são forças complementares, na qual o humano e parte da cadeia vital terrestre.”

O texto originariamente  foi publicado em 12.10.17- às 15:00 horas, no site emporiododireito.com.br  – coluna do Prof. Dr. Sergio Ricardo Fernandes Aquino, no respectivo site.

Republicado neste Blog com a autorização expressa dos Autores.

Vejam o inteiro teor, neste Blog, na Seção ARTIGOS E ENSAIOS.

04 nov

CRUZ E SOUZA : JUSTA REPARAÇÃO

Cesar Luiz Pasold CRUZ E SOUZA 0 comentários

foto do prof AntonioO Professor Antônio NUNES é o Diretor Pedagógico do Colégio Cruz e Sousa. Recebeu o título de  Doutor Honoris Causa pelo Consejo Iberoamericano em Honor a Ia Calidad Educativa, em Lima, Peru. Em 2014, foi distinguido pela Câmara de Vereadores de Florianópolis com a Medalha Cruz e Sousa. Conselheiro no Conselho Estadual de Educação do Estado de Santa Catarina. Graduado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de Santa Catarina e em Pedagogia. Foi Professor das mais importantes escolas do Estado, bem como assessor no Ministério da Educação e Diretor Pedagógico da Faculdade de Ciências Sociais de Florianópolis, entre os anos de 2003 e 2006, e Diretor Presidente do Complexo de Ensino Superior Anita Garibaldi entre 2004 e 2008.

CRUZ E SOUSA FOTOO Professor Antonio escreveu oportuno e objetivo texto sobre o resgate devido e necessário do Poeta Cruz e Souza. Leia a seguir:

“Enigma, desafio, feixe de controvérsias – a inquietude o acompanha no esquife. Louco e lúcido sofreu como poucos, e à medida que a distância no tempo se acentua, mais e mais se firma o esplendor da sua glória.

A primeira associação que nos vem à cabeça quando se fala de Cruz e Sousa é sabedoria, erudição, heroísmo, jornalismo, injustiça, pobreza, racismo… É, portanto, com a sensação de dever cumprido que a Assembleia Legislativa anuncia uma lei, através da qual reconhece João da Cruz e Sousa como Promotor Público, diante da ignomínia cometida em 1883, quando havia sido indicado para a função e não fora empossado por ser negro. O referido projeto, do deputado Dirceu Dresch, é “uma reparação simbólica” pelo ato racista praticado há 134 anos. Na Desterro, as coisas não mudavam assim tão depressa. Nem mesmo hoje.

A maior contribuição que Cruz e Sousa deu à luta dos negros – segundo Eglê Malheiros – foi o fato de não aceitar a divisão das pessoas pela cor da pele ou pela conta no banco. Ele tinha absoluta predestinação. E tinha pressa. Morreu aos 37 anos. A passagem do poeta pela vida repousa sobre o cavalete da história como obra inacabada. A Abolição era um dos seus grandes temas e nele engajou-se ainda jovem que sentia na pele o quanto “era triste ser negro” (nas palavras de Lima Barreto). Certa feita, em carta a Virgílio Várzea, de 1889, desafogava o sentimento que pouco depois celebraria no irretocável texto “Emparedado”: “Quem me mandou vir cá abaixo à terra arrastar a calceta da vida! Para quê? Um triste negro, odiado pelas castas cultas, batido das sociedades…”.

Era o contraponto humano, sensível, entre lírico e mordaz, do seu triste cotidiano, vazado numa linguagem impecável. Hoje sobrevive  revigorado e ungido pela unanimidade nacional.

Cruz e Sousa nos desenha um protótipo de ética e competência, qualificações indispensáveis neste momento em que vivemos assombrados em relação ao futuro do Brasil. Dentre todas as homenagens que se pode prestar ao poeta a maior delas é conhecer-lhe a obra.”

[ publicado originalmente no D.C . de 24 e 25/9/2017, p. 6.- Republicado neste Blog com a autorização expressa do Autor].

27 out

INFINITO PARTICULAR –Privacidade no Século XXI e a Manutenção do Direito de Estar Só

Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

foto Mikhail CancellierMikhaill CANCELIER – Professor Adjunto no Centro de Ciências Jurídicas da UFSC. Coordenador do Observatório dos Direitos da Personalidade e Inovação (ODPI). Doutor em Direito pelo PPGD da UFSC e Mestre em Direito e Relações Internacionais pela mesma Instituição. Advogado.

capa Livro Mikhail CancelierO Prof. Dr. Mikhail é autor da excelente obra intitulada “INFINITO PARTICULAR –Privacidade no Século XXI e a Manutenção do Direito de Estar Só”, resultante de sua Tese de Doutorado defendida no PPGD/UFSC.

O autor dedica este Obra “ para Luiz Carlos Cancellier de Olivo, meu pai”.

Tive a honra de participar da Banca Examinadora da referida Tese de Doutorado e testemunhei o brilhantismo com que ela foi defendida pelo Autor.

A Profª Drª e Magistrada do TJRS, Maria Cláudia CACHAPUZ compôs o “ À guisa de um prefácio ( em particular)”, que inicia assim : “Enfrentar o permanente confronto entre a tradição e o novo por meio da experiência é um dos maiores desafios a qualquer intérprete da área jurídica.” .

Informa, delimitando o referente da Tese, que no caso da obra “trata-se do desafio de fazer-se pesquisa e (sic) ciência jurídica sobre o texto do Código Civil brasileiro , partindo-se de uma expectativa  gerada, pelos próprios construtores da normatividade, da possibilidade de reconhecer-se abertura ao ordenamento pela integração hermenêutica necessária entre todas as normas do sistema jurídico. Não corresponde, portanto, a uma atividade específica de compilação de normas civis.” (p.1).

O Autor inicia a obra afirmando: “ Há um lugar onde podemos nos encontrar em nossa configuração mais honesta, podemos nos ver livres de qualquer censura externa e podemos nos despir das capas com as quais nos protegemos em nossas aventuras sociais”. (p.5).

E nas Considerações Finais pontua: “Sim, diante de uma Sociedade que frequentemente invade e oprime, ainda podemos estar sós. Ainda podemos ser livres”(p.207).

E entre estas duas formulações procura comprovar as assertivas, em texto de redação agradável e sem perda da cientificidade, com uma estrutura  nuclear de três capítulos, assim intitulados :

“1.Sociedade e Privacidade : a formação dos espaços público e privado, a digitalização do cotidiano e o perfil da Privacidade contemporânea”; “2. Direito à Privacidade: a construção do direito, sua inserção no ordenamento jurídico nacional, seus limites e a censura”; “3. O caso: a Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 4815, a ponderação e alteração do entendimento sobre Privacidade Contemporânea”.

Trata-se de um eficiente, eficaz e efetivo resultado de operação científica multidisciplinar com ênfase no   cumprimento da tríade da Percepção Jurídica:  Doutrina, Legislação, Jurisprudência.

Parabéns ao Autor e à Editora!

                      Prof. Dr. Cesar Luiz PASOLD

Vale a pena ler!!!

Veja a indicação em nossa seção aqui neste Blog: RECOMENDANDO PUBLICAÇÕES.

22 out

O Cau, a honra, a inJustiça da funcionária banal

Cesar Luiz Pasold CAU 0 comentários

foto leo rosa de andradeProf.Dr. Leo Rosa de Andrade- Doutor e Mestre em Direito pela UFSC. Especialista em Administração de Empresas e em Economia. Professor da Unisul. Advogado, Psicólogo e Jornalista.

“Foi acaso: domingo, filme. Ao fim, num corredor, o Cau. Conversa descomprometida. Não se falou – e eu não falaria – sobre a situação que meu amigo enfrentava: vergonha por desonradez imposta por uma funcionária banal.

Banal, Hannah Arendt. Banalidade: atributo da insignificância, condição da trivialidade. O Cau foi preso assim, por um prenda-se enjambrado que perdurou o tempo de a funcionária que lhe determinou a prisão ser substituída.

Não o encontrei cabisbaixo. Vi tristeza. Se havia, não compreendi desespero. Mandíbula cerrada, isso era aparente. O sorriso irônico que o caracterizava estava sumido. Decisão já tomada, pois, agora suponho eu.

Dos juízes sempre se esperou que cumprissem e fizessem cumprir as leis. Tarefa que sempre lhes deve ter sido fácil, até porque a lei, ao fim e ao cabo, é o alvedrio pessoal do poder que o Estado concede ao magistrado.

Os juízes sensíveis ao mundo devem sentir alguma dificuldade quando se lhes pede que façam Justiça. A idealização de fazer Justiça sempre beira a mentalidade do funcionário impessoal. Ou seria coisa de quem é justo?

Um bom juiz sabe seus limites de humanidade. Quanto a ser funcionário – a maioria o é –, ninguém quer sê-lo. Já um pretensioso tem-se por justo, e até se esforça por sê-lo; cumpre o métier. Tenho medo é do justiceiro.

O Brasil é justiceiro. Praticamos por demais linchamentos, seja na vida real, seja na vida das redes sociais, que espelha a realidade. O justiceiro com autoridade, realizando justiciamento fundado na lei, é um horror.

Quando o Estado-juiz lança os aparatos da burocracia estatal repressora sobre um indivíduo, desmancha-lhe a vida. É um abuso que desarranja qualquer personalidade que resolva atropelar. Resta impotência para reagir.

Sobre o Cau veio o Termidor, figurado na decisão da funcionária que trata o poder que o Estado lhe confere com vulgaridade: prenda-se o reitor. Desimporta que se lhe incidam os rituais de humilhação dos encarcerados.

Cau foi preso sob suspeita de que obstaculizara investigações que uma comissão que ele instituíra realizava acerca de atos corruptos praticados em gestão que nem era a dele. Assim, banal: prenda-se para averiguar.

Trocada a funcionária, foi solto, mas se lhe determinou o exílio da Universidade à qual dedicou a vida. Que fazer? Andar desonrado por aí? Cau era cioso da sua dignidade e não tinha vocação para suportar as agruras de Josef K.

Não me alinho aos indignados aliados dos ladrões que acusam juízes de persecução seletiva. Nada disso. Estou na formação dos críticos do Judiciário: 48% dos presos brasileiros estão assim mantidos em condição preventiva.

Prisão temporária é por causa muito grave e por extrema necessidade. A legislação pertinente é claríssima a respeito. E há os efeitos: se para o juiz a decretação da prisão é uma “canetada”, para o preso é um anátema.

Pôr termo à própria vida é ato de vontade, é um direito. Suicídio não necessariamente é fastio ou fuga irrefletida da existência. Pedro Nava anunciou que ao tempo adequado se mataria. Cumpriu lucidamente o anunciado.

Getúlio Vargas tinha a biografia compromissada com a História. Dar cabo de si mesmo não foi ato desesperado, foi gesto praticado com extrema ponderação. Foi uma grande resposta política neste País de tantos políticos miúdos.

Domingo, ao fim do filme (Polícia Federal – A Lei é para todos), encontro Luiz Carlos Cancellier de Olivo. Ele, ao me ver, dirigiu-se da borda da escada rolante do Shopping Beira Mar até onde eu me encontrava. Conversamos.

– Um elogio à Polícia Federal fundado na estética “efeito demonstração”, mas gostei, digo. – Justiça mediada pela mídia, estética midiática, diz. – E engajamento das autoridades, digo. – Justiça apressada, diz.

Silêncio. Então: – Fui posto nesse show espetaculoso; vou responder, diz. Esbocei palavras, mas um abraço me silenciou. E nem cabia falar. Vi-o retornar com vagar à escada que lhe ajudaria na resposta que formulara.

Segunda, a notícia triste. A morte foi no lugar medido. Cau foi um animal político. Seu último gesto público foi nessa condição. A decisão de morrer exposto objetivava expor sua condição de sujeitado a uma judicatura esbirra.

Seu ato de fazer-se morrer está insertado nessa conjuntura adversa. Foi um gesto de rebeldia, uma resposta rebelde ao escracho imposto à sua dignidade. Cau deu-se em holocausto aos seus compromissos consigo mesmo.

Eichmann em Jerusalém, de Hannah Arendt, discorre sobre a banalidade do mal. O nazista julgado não se caracterizava por um caráter doentio. Agia burocraticamente, zeloso no cumprimento do seu dever, só.

Como funcionário eficiente, não lhe cabia questionar o sentido ou as consequências do que fazia. Isso não é ontológico, natural ou metafísico, é alienação e manifesta-se onde encontra espaço institucional para tanto.

A magistratura brasileira nunca foi assim. Contudo, alguns juízes ou juízas desertaram as contas morais, não medem consequências. Ora, Justiça é poder, é ideologia. Toda sentença é uma escolha e suas implicações.

Honra, um valor. Quem banaliza a grandeza da sua função e exorbita da autoridade que lhe é outorgada pode não entender, mas para algumas pessoas a vida pressupõe a condição honrada de vivê-la. Era o caso do Cau.”

[ publicado originalmente no JUS BRASIL e republicado neste Blog com a expressa autorização do Autor Prof. Dr. Leo Rosa de Andrade]

18 out

108 ANOS DO NASCIMENTO DE NORBERTO BOBBIO E A DEMOCRACIA

Cesar Luiz Pasold 108 ANOS NASCIMENTO BOBBIO, Informações 0 comentários

BOBBIO  alerta que “a democracia é o sistema político que nos permite a maior aproximação possível entre as exigências da moral [ética] e as da política”. [1]

BOBBIO pondera : “ A democracia é  idealmente o governo do poder visível , ou do governo cujos atos se desenvolvem em público, sob o controle da opinião pública”[2].

Inspirado nas reflexões de BOBBIO pode-se defender a tese de que o conceito completo de Democracia para ser praticada realmente abrange os seguintes 06 requisitos:

(1)  eleição direta, periódica, secreta e universal,

(2) possibilidade da participação popular na iniciativa legislativa,

(3) manifestação popular por plebiscito ou por referendo,

(4) necessidade do mais absoluto respeito à coisa pública,

(5) comprometimento indelével da Sociedade e das Instituições Públicas com o Interesse Coletivo/BEM COMUM,

e

(6) a prática permanente da transparência na gestão do Poder Público.

[Ilha de Santa Catarina em 18 de outubro de 2017, data do 108º ano de nascimento do PROFESSOR DR.NORBERTO BOBBIO.

Prof. Dr. Cesar Luiz Pasold- Professor de Teoria do Estado e da Constituição , no Curso de Doutorado em Ciência Jurídica da UNIVALI ]

——

[1] Em BOBBIO, Norberto. Elogio da serenidade e outros ensaios morais.Tradução de Marco Aurélio Nogueira. São Paulo: Editora UNESP, 2002. Título original: Elogio della mitezza e altri scritti morali,p. 98. Meus estudos sobre Bobbio possibilitam levantar a hipótese de que, nesta frase, ele está tornando Moral como sinônimo de Ética.

[2] Assim conforme BOBBIO,Norberto. As Ideologias e o Poder em Crise. 4 ed. Tradução de João Ferreira. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 1995.Título original: Ideologie e il potere in crise, p. 208.

14 out

O MESTRE DOS MESTRES

Cesar Luiz Pasold O MESTRE 0 comentários

Foto Prof Dr Mauricio Fernandes PereiraProf. Dr. Mauricio Fernandes PEREIRA, Secretário Municipal de Educação de Florianópolis-SC, é o autor do texto que segue, no qual apresenta  significativos  e oportunos estímulos à reflexão sobre o exercício da docência, ou seja, a condição de Professor!

“Em primeiro lugar, o grande papel do professor é dar à educação sentido e significado à luz do contexto, sem perder o seu conjunto e entendendo que o contexto não pode ser pretexto.

Inicio o presente artigo com os ensinamentos do Papa Francisco, o qual nos lembra que:

‘Há uma diferença entre ser professor e ser Mestre. O professor dá friamente sua matéria, enquanto o mestre se envolve. É profundamente testemunhal. Há coerência entre sua conduta e sua vida. Não é mero repetidor da ciência, como o professor. É preciso ajudar os homens e as mulheres para que sejam Mestres, para que sejam testemunhas, essa é a chave da Educação.’

Professor é um ser humano! Ser humano está pautado no desenvolvimento diário de quatro elementos: paciência, disciplina, determinação e perseverança. O professor, no tempo de hoje, precisa ter esse esses quatro elementos como prática diária, pois, na posição em que se encontra, em uma sala de aula com seus alunos, ali está na posição de liderança.

E para ser um líder lastreado na autoridade, ou seja, no reconhecimento que os outros fazem de si e não apenas no poder que tem, precisa desenvolver quatro dimensões: (1) Viver intensamente o momento em que vive, é o aqui e o agora. O passado já foi, o futuro é um porvir e o aqui e o agora é o mais importante, por isso chamamos de presente; (2) Amar o que faz. Aquele que ama e se apaixona, faz de corpo e alma, entende que está aqui na Terra para cumprir um propósito, uma missão; (3) Aprender. O verdadeiro professor é aquele que sabe aprender a aprender diariamente. Não esquecer a humildade, uma vez que professor ensina, mas acima de tudo, aprende. Por fim e como conseqüência dos outros três, (4) Deixar um legado. Ser um bom professor é fazer brilhar os olhos dos alunos. Quando isso acontece, ele está marcando positivamente o seu aluno. Como diria Rubem Alves: “O Educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando seus olhos sorriem, ele se sente FELIZ.”.

Perguntas como: Qual o teu propósito? Qual a tua obra? Devem fazer parte constante do ato reflexivo do professor. Uma vez que tempo de qualidade é tempo de vida, desperdiçar tempo é desperdiçar vida. Saber isso é saber ser feliz e saber ser feliz é saber ser professor, saber ser um verdadeiro MESTRE! “

[Publicado originalmente no Jornal Noticias do Dia – edição de 12/10/17- p.07 ]

[ Republicado neste Blog com a devida autorização do Autor]

07 out

PARA REFLEXÃO ( 25) = A “SEGUNDA ONDA”

Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

“A perda da inteligência emocional causa um dano enorme à humanidade, porque ela [a inteligência emocional] corrige tres defeitos da crise da segunda onda , que Alvim Toffler descreveu como o período civilizatório caracterizado  pelo egocentrismo antidemocrático, pelo curtoprazismo imediatista e pelo materialismo econocêntrico , que sacrificam a sensação de conforto físico, emocional e social de todos pelo individual”.

[ CALLEGARO, Juarez Nunes.Mente Criativa. A aventura do cérebro bem nutrido. 4.ed.Petrópolis: Vozes, 2012. p.128. ]

Categorias

Este Blog sucede ao www.advocaciapasold.com.br que foi visitado 109983.

Esta página já foi visitada 148943 vezes.

Site disponibilizado pela primeira vez em 18 de novembro de 2015.
Última atualização em 18 de Novembro de 2017.
Responsável Técnico: Leonardo Latrônico Prates
Responsável Geral: Prof. Dr. Cesar Luiz Pasold