Autor: Cesar Luiz Pasold

26 fev

PNEUMOLOGISTA E DIRETOR TÉCNICO DO HOSPITAL DE CARIDADE ( FLORIANÓPOLIS/SC) JOÃO BATISTA BONNASSIS JUNIOR MANIFESTA-SE SOBRE A PANDEMIA

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FOTO BONNASSISO Dr. João Batista Bonnassis Junior, Médico Pneumologista , Diretor Técnico do Hospital de Caridade ( Florianópolis/SC), foi indagado pelo nosso Blog sobre  sobre se os que já tiveram o corona virus e os que receberam vacina podem voltar a ser contaminados.

A sua resposta foi:

“Infelizmente sim”!

E prosseguiu:

“A imunologia ainda não tem a resposta do porque isso acontece. A hipótese que hoje prevalece é da capacidade de mutação do vírus que parece ser muitíssimo mais rápida em relação a outros vírus.

Por isso temos registros de contaminação em quem já foi acometido pela doença.

Há também uma dúvida que só o tempo vai responder é sobre a eficácia das vacinas em relação a capacidade de mutação do vírus.

Nada se sabe que os que já foram vacinados estão protegidos por essas novas cepas mutantes.

Uma grande e cruel incógnita.

Por isso a recomendação é de que os vacinados continuem obedecendo as medidas restritivas, de isolamento, uso de máscara e álcool gel.”

24 fev

LIÇÕES DA PANDEMIA

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FOTO RICARDO ROSANosso Colaborador Ricardo José da ROSA (Presidente do Conselho Deliberativo do IASC- Instituto de Advogados de Santa Catarina, Acadêmico e Diretor da Academia Catarinense de Letras Jurídicas-ACALEJ, Diretor do Núcleo de Ética Profissional da ESA/SC.) nos apresenta as Lições da Pandemia, texto resultante de sua experiência, criatividade, sabedoria. Merece leitura atenta. Assim:

“O dia 20 de Fevereiro de 2020 fica registrado na história de nosso país como o início de um tempo sombrio e de muita tristeza pois, nessa data, após serem descartados alguns casos suspeitos no Rio de Janeiro e em São Paulo, confirmou-se o primeiro caso de coronavírus em território brasileiro.

Em 20 de Fevereiro de 2021, passado exatamente um ano, os números são assustadores e causam justificado pânico: dez milhões, oitenta e um mil, seiscentos e setenta e um casos confirmados e duzentos e quarenta e quatro mil, setecentos e sessenta e cinco óbitos.

No mundo, pouco mais de um ano da descoberta do primeiro caso, são cento e dez milhões de casos confirmados e dois milhões, quatrocentos e quarenta e seis mil, setecentos e seis óbitos. Tudo isso em apenas 365 dias no Brasil e um pouco mais no mundo, e os casos e as mortes continuam aumentando, apesar da esperança (ainda esperança) de que vacinas consigam reduzir os números e, em alguns anos, vencer a doença.

Assim como das coisas boas, também das más (principalmente) devemos extrair lições. A primeira lição, no presente caso, é de abnegação, profissionalismo, dedicação de médicos, enfermeiros e outros profissionais da saúde que diuturnamente esgotaram suas forças visando minorar o sofrimento e buscar a cura para os enfermos da terrível pandemia. Enormes sacrifícios de ordem pessoal e familiar lhes foram exigidos, alguns inclusive não resistindo à própria doença, adquirida no contato com seus pacientes. A esses profissionais a minha mais respeitosa homenagem e admiração. Outros, porém, agiram de forma diferente, merecendo repulsa veemente.

Foram registrados casos de enfermeiros aplicando a vacina em idosos com seringas vazias, pouco se importando com suas vidas. Outros, exercendo profissões ligadas à saúde de forma exclusivamente virtual, apresentaram-se como se o fizessem presencialmente para obter a antecipação da vacina. Trata-se de uma minoria, é certo, mas que deveria responder aos rigores da lei aplicável ao caso.

Outra lição que devemos extrair da pandemia diz respeito aos cuidados com o nosso corpo e nossa saúde. Alimentação saudável, hidratação adequada, exercícios físicos, sono reparador, moderação no consumo de bebida alcoólica são medidas necessárias para manter uma vida saudável, evitando doenças que agravam na hipótese de contraírem a covid-19. “Mens sana in corpore sano”, citação latina do poeta Romano Juvenal, nos diz da importância de se manter em equilíbrio corpo e mente para uma vida com qualidade.

Assim como devemos cuidar do corpo devemos cuidar de nossas mentes, repelindo sobretudo o excesso de informações negativas e repetidas incansavelmente na busca de audiência. Infelizmente essa lição não vem sendo acolhida por um grande número de pessoas que preferem viver de forma sedentária, desregrada e alimentando-se exageradamente e só pelo sabor da comida, pouco se importando com sua qualidade.

Mas, outra lição, talvez a mais importante, é a que nos traz a conscientização da fragilidade de nossas vidas.  Logo após o recrudescimento da pandemia surgiram orações, promessas e até procissões esperando de Deus uma solução milagrosa para um problema causado pelos homens. Muitas mortes foram debitadas na conta do Senhor. Acontece que a solução, “o milagre” para grande parte dos problemas, senão a totalidade, esteve o tempo todo ao nosso alcance, dito e repetido inúmeras vezes: evitar aglomerações, uso de máscara em locais públicos, higienização com sabão e álcool gel. Não foram poucos os que agiram e agem de forma irresponsável arriscando a própria vida e a de seus próximos.

As aglomerações se repetem exaustivamente, incautos se vangloriam de não usar máscaras e sequer fazem a higiene recomendada. Os hospitais lotados, o número de casos e óbitos aumentando vertiginosamente nos coloca frente a frente com uma realidade que desejamos sempre evitar: a fragilidade da vida. Nada podemos fazer, nossos títulos e nossas riquezas são insuficientes para garantir mais tempo de vida. Nos leitos, os enfermos se dão conta do tempo perdido na busca de glória, fama e riqueza.

Muitos não resistiram e, aproveito este espaço, para homenagear um amigo querido, de vida exemplar, inscrito no rol das vítimas fatais, nosso querido Comendador do Instituto dos Advogados de Santa Catarina, Doutor Sidney Guido Carlin, vítima inocente de algum contato inadequado, apesar de todos os cuidados adotados por ele e por sua esposa Izete. Amado e estimado por tantos, teve em recente artigo escrito pela Dra. Elza Galdino, o melhor resumo de sua vida: Um homem que elogiava. Sim, a amabilidade do Dr. Carlin era inesgotável, tanto quanto sua modéstia.

Por fim, embora muitas outras lições possam ser apresentadas, aponto a necessidade de uma escolha mais consciente de nossos representantes no Executivo e no Legislativo.

A polarização, o extremismo, as vaidades, a satisfação de interesses eleitorais têm provocado a judicialização como forma de defesa do direito constitucional à vida. Lamentável, no entanto,  os excessos que ultrapassam os limites da independência e harmonia dos poderes, fazendo-me temer a tão temida ditadura do judiciário. De fato, atualmente tudo vem sendo submetido e decidido pelo Judiciário, algumas vezes atingindo matérias da competência dos outros Poderes da República.

A razão para tal fato, porém, encontra-se na fragilidade dos outros Poderes, perdidos em debates de natureza exclusivamente ideológica, e na composição de um Legislativo integrado por políticos que respondem judicialmente a processos sob as mais variadas acusações. Justifico-me: não sou contra o recurso ao Judiciário, mas contra os excessos.

A pandemia nos alerta para a necessidade de procedermos escolhas mais cautelosas. Confirmam minhas palavras o número considerável  de “autoridades” envolvidas em falcatruas, desvios de verbas e até mesmo de aproveitamento de suas condições hierárquicas  com o fim de obter as tão esperadas vacinas sem respeitar as prioridades.

Saibamos extrair do sofrimento que esta pandemia vem causando ao povo brasileiro e à Humanidade aprendendo as lições e fazendo a nossa parte. Que assim seja!

21 fev

ATENÇÃO : E-BOOK “JUSTA CAUSA”

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Foto divulgação DedaÀs quartas feiras a Profª. MSc. Andrea PASOLD costuma publicar no instagram (@evoluirdireitodotrabalho) conteúdo sobre falta grave e suas consequências, mais especificamente a extinção do contrato de trabalho por Justa Causa.

A partir das pesquisas que a Autora permanentemente realiza  e pelas dúvidas recebidas, surgiu a ideia de sistematizar o conteúdo sobre o Tema em um formato prático, para consulta rápida pelos Operadores do Direito do Trabalho.

O e-book intitulado “Justa Causa” contém os requisitos para aplicação da justa causa, prova, as hipóteses, e algumas decisões ilustrativas, em formato sistematizado.

FOTO CAPA E BOOCK DA ANDREAPara os Leitores desse blog Conversando com o Professor está disponibilizado – para os primeiros trinta compradores –   um código promocional com desconto, deixando o e-book no valor de R$ 19,90! 

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19 fev

JUSTA E OBJETIVA HOMENAGEM À MEMÓRIA DE UMBERTO ECO

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FOTO DE UMBERTO ECOO semiólogo, linguista, filósofo e escritor italiano UMBERTO ECO, nasceu em 05 de janeiro de 1932 na cidade de  Alexandria na Itália.

Faleceu, na cidade de Milão, em 19 de fevereiro de 2016.

Portanto, há 05 anos, morreu Umberto ECO.

Se vivo fosse teria, atualmente,  89 anos.

Autor de obras extraordinárias, destacamos aqui, para exemplificar, esses Livros: “Baudolino”; “O Nome da Rosa”; “O Pêndulo de Foucalt”; “O Fascismo Eterno”; História das Terras e Lugares Lucrativos”; e, “Como fazer uma Tese”.

Este último- “Como fazer uma Tese”, foi e é obra que se tornou e é a  fiel companheira orientadora sobre metodologia básica , para inúmeras  gerações de pós graduandos, mestrandos , doutorandos e pesquisadores,  na Itália e  em inúmeros países (inclusive no Brasil).

foto capa como se faz uma TeseNele, por exemplo, Umberto Eco, a certa altura indaga:

“ A quem nos dirigimos ao escrever uma tese? Ao examinador? A todos os estudantes ou estudiosos que terão oportunidade de consultá-la depois? Ao vasto público dos não – especializados? Devemos imaginá-la como um livro, a andar nas mãos de milhares de leitores, ou como uma comunicação erudita a uma academia científica? “ (p.113)

Destaque-se, aqui , cinco frases de Umberto ECO , que selecionamos em algumas de suas obras ou manifestações.

1.”O amor é mais sábio que a sabedoria.” (no livro “O Nome da Rosa”);

2.”Acredito que aquilo em que nos transformamos depende do que nossos pais nos ensinam em pequenos momentos, quando não estão tentando nos ensinar. Somos feitos de pequenos fragmentos de sabedoria.” (Em : “O Pêndulo de Focault”);

 3.“Hoje, quando afloram os nomes de corruptos e fraudadores, as pessoas não se importam com isso, e só vão para a cadeia os ladrões de galinhas.”  ( declaração  à agência EFE)

4.”Não são as notícias que fazem o jornal, mas o jornal é que faz as notícias, e saber juntar quatro notícias diferentes significa propôr ao leitor uma quinta notícia” (- declaração ao Número Zero)

5.”Os livros não são feitos para que alguém acredite neles, mas para serem submetidos à investigação. Quando consideramos um livro, não devemos perguntar o que diz, mas o que significa.” (No livro: O Nome da Rosa)

(Vide: https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/02/160220_frases_umberto_eco_rb  )

Enfim, e sem dúvida, UMBERTO ECO foi Ser Humano muito especial e um intelectual extraordinário.

Reverenciar a  sua memória é nossa obrigação!

16 fev

REFLEXÕES SOBRE A DESESTATIZAÇÃO DO PORTO DE IMBITUBA

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foto CÉSAR TERNO de oliveiraNosso Colaborador, o Advogado CESAR DE OLIVEIRA (notável especialista em Direito Portuário – com escritório à  Rua Nereu Ramos, 815 s. 205 – Centro – Imbituba, SC – CEP: 88780-000) nesta crônica informa e estimula reflexões e debates técnicos e jurídicos sobre a noticiada Desestatização do Porto de Imbituba- Santa Catarina. Merece leitura atenta o texto integral da crônica, como segue:

“Caiu como uma bomba no meio portuário regional e nacional a notícia de que os Portos de Imbituba e São Francisco do Sul, ambos localizados no litoral catarinense  deixariam de ser administrados pela  SCPar Porto de Imbituba S.A., sociedade anônima de capital fechado integralmente controlada pelo Governo do Estado de Santa Catarina.

Imediatamente, a mídia passou a divulgar que os referidos portos seriam privatizados e que com a desestatização deles haveria a extinção da SCPar, criando grande confusão perante a Sociedade e, especialmente, junto à comunidade portuária, que envolve operadores portuários, Órgão Gestor de Mão de Obra do Trabalho Portuário Avulso e, naturalmente, os Trabalhadores Portuários Avulsos.

Por isso, buscando analisar o que, efetivamente, pode ocorrer com a retirada da SCPar da administração do Porto Organizado de Imbituba, teceremos algumas reflexões a respeito.

Inicialmente, devemos nos socorrer da Constituição Federal em vigor que dispõe em seu art. 21 caber à União (Governo Federal) explorar, diretamente ou através de terceiros – exploração indireta – os portos marítimos, fluviais e lacustres.

Autorização ocorre quando a União outorga a terceiro a exploração indireta de terminal de uso privado, estação de transbordo de carga, instalação portuária pública de pequeno porte ou instalação portuária de turismo, todas obrigatoriamente localizadas fora da área do porto organizado.

A Delegação é uma outra modalidade de exploração indireta, mediante a qual a União transfere mediante convênio, a administração e a exploração da infraestrutura do porto organizado para Estado, Município ou Consórcio Público. É o que ocorre, atualmente, com o Porto de Imbituba, cuja gestão e exploração foi delegada ao Estado de Santa Catarina.

Por fim, temos a Concessão que é a cessão onerosa, da administração e da infraestrutura do porto organizado à iniciativa privada, por prazo determinado e mediante licitação.

Com base no Decreto do Governo Provisório nº 24.599, de 6 de julho de 1934 — com força de lei — o Poder Executivo Federal concedeu à Companhia Docas de Imbituba, através do Decreto nº 7.842, de 13 de setembro de 1941, o direito à exploração do Porto de Imbituba, durante o prazo de 70 (setenta) anos.

Os termos e condições do Contrato de Concessão foram estabelecidos, expressamente, no texto do próprio Decreto nº 7.842/41, envolvendo contrapartidas onerosíssimas por parte da Concessionária Companhia Docas de Imbituba, tais como a realização de vultosos investimentos nas construções do cais de atracação e dos quebra-mares, em dragagens, em instalações para embarque e desembarque de mercadorias — especialmente carvão nacional — e no aparelhamento geral e manutenção das dependências e operações portuárias (Cláusulas VI, IX, XI e XXIII).

Durante o período da concessão, salvo engano, o Porto de Imbituba foi o único porto brasileiro administrado por uma empresa privada, retornando à esfera pública somente em dezembro de 2012, com o término da concessão à Companhia Docas de Imbituba e a delegação da exploração dele ao Estado de Santa Catarina, através da SCPar.

Desestatização significa, de forma simplificada, a retirada da presença do Estado de atividades que podem ser realizadas pela iniciativa privada (princípio da livre iniciativa). É o gênero do qual são espécies a privatização, a concessão, a permissão e a terceirização.

A privatização acontece quando o Estado (em sentido amplo) vende ativos ou empresas públicas para a iniciativa privada, normalmente buscando a competividade, serviços eficientes ou se desonerar de prejuízos financeiros.

No caso dos portos, a Constituição Federal não permite a privatização de portos organizados. Logo o Porto de Imbituba não poderá ser privatizado!

Assim, a desestatização do Porto de Imbituba somente pode ocorrer mediante a celebração de Contrato de Concessão, através de certame licitatório que escolherá a empresa privada para fazer a gestão e explorar as instalações e infraestrutura portuárias.

Não se pode olvidar, contudo, que o Estado de Santa Catarina não possui competência para determinar a desestatização do Porto de Imbituba (e, por consequência, do Porto de São Francisco do Sul), como afirmou equivocadamente, segundo a mídia, o presidente da SCPar.

Com efeito, a decisão cabe, única e exclusivamente, ao Governo Federal, que poderá manter o Porto sob a tutela pública:

– administrando o Porto de Imbituba (e, também, o de São Francisco do Sul), diretamente, como ocorre com o Porto de Santos (SP), gerido pela Companhia Docas de Santos, empresa de economia mista ou o Porto do Rio de Janeiro, gerenciado pela Companhia Docas do Rio de Janeiro, empresa pública sob a forma de sociedade anônima de capital fechado;

–  delegando a administração e exploração do Porto ao Governo Municipal; ou

– delegando a administração e exploração do Porto a Consórcio Público.

Assim, temos que o Porto de Imbituba, não pode ser privatizado, que mesmo desestatizado e sob o comando de empresa privada, o Porto de Imbituba continuará pertencendo à União, com os bens a ele vinculados revertendo ao patrimônio da União após o término do Contrato de Concessão, que os Contratos de Arrendamento de áreas dentro do Porto (Terminais Privados de Granel Sólido, Granel Líquido etc.) continuarão em vigor e que as operações portuárias continuarão sendo feitas com a utilização de Trabalhadores Portuários Avulsos e Trabalhadores Portuários com vínculo de emprego com os Operadores Portuários.”

11 fev

A INDÚSTRIA E A UNIFICAÇÃO DOS TRIBUTOS SOBRE O CONSUMO

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fabiopugliesi2Nosso Colaborador Permanente, o Prof. Dr. Fábio PUGLIESI – CV-Lattes  http://lattes.cnpq.br/3416729301678395 ) trata de tema atual e cuja importância é indiscutível, relacionando a Industria  com a Unificação dos Tributos sobre o Consumo.

Leia inteiro teor a seguir:

“Neste artigo destacar-se-á a relevância do tema da unificação dos tributos sobre o consumo para a industrialização.

Embora o Brasil tenha abandonado uma política industrial baseada no desenvolvimento tecnológico, o processo de substituição de importações garante modernização nas relações sociais e emprego.

A transferência das atividades industriais da Ford para o Uruguai e Argentina tem um caráter simbólico, pois o Mercosul dispõe de um regime automotivo e se verifica a isenção dos impostos sobre a importação entre o Brasil e estes países.

 Ocorre que a Ford foi pioneira na fabricação em massa de bens de consumo, produzia todas as peças dos veículos que produzia, exceto os pneus, e vinha fabricando seus veículos no Brasil desde 1919.

O fundador da Ford, Henry Ford, aplicou métodos de administração inovadores.

A desindustrialização no Brasil tem sido acelerada nos últimos anos. Estima-se o fechamento de uma dezena de fábricas diariamente nos últimos cinco anos.

As diferentes políticas sanitárias durante a pandemia da COVID-19 têm determinado que os países a fixação de barreiras não  tarifárias.

Assim, a autonomia do país envolve produção interna por meio de sua indústria, a exemplo do que aconteceu na primeira e na segunda guerra mundiais.

Os argumentos contrários ao exposto entendem que tais empresas industriais tiveram “incentivos fiscais” suficientes, mas justamente aí se encontra a vulnerabilidade do argumento.

Ocorre que tais “incentivos fiscais” consistentes na isenção e redução de tributos sujeitam-se a requisitos que conformam sua conduta futura e se sujeitam ao controle da Administração Tributária.

Caso se considere que qualquer requisito não tenha sido observado, deve a autoridade tributária exigir o tributo acrescido de multas e juros de mora.

Enfim se a indústria necessita de “incentivos fiscais”, a tributação sobre o consumo é ruim e desestimula o investimento que aumenta a produtividade.

Neste sentido, cabe razão a Cleide Regina Furlani Pompermaier ao criticar que não se deve chamar de “reforma tributária” a uma “unificação dos tributos sobre o consumo”. De fato, o ideal seria ao menos uma tributação sobre o patrimônio renovada segundo a PEC n.110/19.

A OCDE constitui um foro composto por 35 países, dedicado à fixação de padrões em vários temas (“soft law”). Suas reuniões e debates, particularmente sobre atividade econômica e investimento internacional, permitem troca de experiências e coordenação de políticas em áreas diversas da atuação governamental. O ingresso do Brasil na OCDE permite que possamos influenciar estes padrões entre os países mais desenvolvidos.

A OCDE condiciona a entrada do Brasil à eliminação dos cinco tributos diferentes (ICMS, IPI, ISS, PIS e COFINS) e seus diferentes regimes que inviabilizam a concretização do direito constitucional do contribuinte: “A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços”. Além do disposto no artigo 6., inciso III do CDC que estabelece a informação sobre tributos incidentes no consumo.

Ocorre que estas disposições se tornam difíceis de serem concretizadas diante da complexa incidência de diferentes tributos sobre a mesma base e os cálculos “por dentro” do ICMS que dificultam ao consumidor o entendimento do valor que arca e os diferentes regimes jurídicos

Neste sentido as propostas do imposto sobre bens e serviços – IBS, constantes nas Propostas de Emenda à Constituição ns. 110/19 e 45/19 viabilizam que o produto da arrecadação permaneça no domicílio do consumidor e o cálculo do IBS deva ser sobre o preço como se verifica nos países que adotam o IVA.

A cobrança no destino ao invés da origem torna sem sentido a persistente “guerra fiscal” entre Estados e Municípios para atrair investimento para o seu território.

A OCDE considera que o sistema tributário fragmentado do Brasil dá origem a um dos custos fiscais mais elevados do mundo. Uma ampla gama de isenções e regimes especiais reduzem a justiça e o efeito de redistribuição de impostos. Assim o investimento em infraestrutura está aquém do necessário há anos, tornando a logística também desafiadora e cara.

No relatório da OCDE sobre o Brasil aconselha que se siga o exemplo da India (Estado federativo, a exemplo do Brasil) que implementou, em 2017, um imposto sobre valor agregado nacional, chamado Imposto sobre Mercadorias e Serviços (GST). O GST substituiu cerca de trinta impostos diferentes anteriormente cobrados separadamente pelos governos central, estadual e local.

As alíquotas do GST foram harmonizadas em toda Índia e foram criados incentivos para formalização e conformidade, pois os compradores de insumos intermediários têm interesse que essas entradas observem a legislação, o que poderia ser uma ideia para superar os modelos do Simples Nacional que acabam por estimular que a empresa permaneça de pequeno porte.

A OCDE destaca que um consenso entre os entes federativos foi difícil. O sucesso desta unificação levou a um crescimento da economia como um todo dissolvendo eventuais perdas setoriais.

Alcançar o consenso entre os estados foi politicamente difícil na India, a exemplo do Brasil de hoje, mas as preocupações sobre quebras de receita foram tratadas por uma central de garantia do governo de que as receitas do estado cresceriam 14% ao ano em 5 anos.

Estabeleceu-se uma compensação por meio de um fundo  criado para compensar os estados por receitas mais baixas.

A governança do imposto na Índia foi delegada a um Conselho de Secretários da Fazenda, semelhante ao Conselho de Política Fazendária (CONFAZ).

 As decisões do conselho exigem uma maioria de 75%, não unanimidade, embora experiência tenha demonstrado que se acabe adotando uma postura colaborativa e todas as decisões estejam sendo tomadas por unanimidade, dado o sucesso no crescimento da economia com a unificação dos impostos sobre o consumo.

Um recurso atraente do GST para reduzir a evasão fiscal foi uma coordenação de documentos fiscais por meio da aplicação de técnicas de dados para identificar lacunas de conformidade, que estariam fora do alcance da maioria dos entes federativos.

A pandemia da COVID-19 demonstra uma aceleração de processos de mudança que podem isolar o Brasil até no continente, considerando que México, Chile e, no ano de 2020, a Colômbia já ingressaram na OCDE.”

11 fev

MERECIDA HOMENAGEM À CANTORA WHITNEY HOUSTON

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foto flores para garisWhitney Elizabeth Houston nasceu em Newark, Nova Jérsei, Estados Unidos da América do Norte, em 9 de agosto de 1963  e  faleceu em 11 de fevereiro de 2012.

Nosso Blog presta, aqui, uma singela homenagem a essa extraordinária cantora e atriz, cuja voz destacou-se pela qualidade elevada.

 Foi “uma famosa cantora, compositora, produtora musical e teatral e atriz norte-americana, uma das mais populares e famosas artistas das décadas de 1980 e 1990, recebendo vários Grammys […]”.

E mais :

“Ao longo de sua carreira, sua voz passou por alguns estágios e mudanças. A princípio, Whitney cantava como soprano spinto, passando, com o decorrer do tempo, a deixar seu timbre mais pesado e potente, até chegar a mezzo-soprano.”

[…] “Em 2003, ela foi nomeada pela MTV, em parceria com a revista Blender, uma das 22 maiores vozes da música. Já em 2008, a revista Rolling Stone estadunidense a colocou na 34ª posição entre os 100 maiores cantores de todos os tempos.”

Trechos extraídos de:

houston#:~:text=Em%2022%20anos%20de%20carreira,c%C3%B3pias%20em%20todo%20o%20mundo.&text=Mesmo%20sendo%20batista%2C%20Whitney%20se%20formou%20numa%20escola%20cat%C3%B3lica
– em 11/02/2021.

10 fev

PARA REFLEXÃO : A Criança e o Adulto

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A FOTO CAPA AMORIM“Uma criança feliz nunca será um adulto infeliz; terá uma vida adulta com mais confiança para enfrentar as lutas e os sofrimentos. Será mais humano, compreensivo e saberá perdoar as injustiças”.

Em: AMORIM,  Mario A.C.Bayer de Amorim. Amigos de Infância. Florianópolis, Edição do Autor, 2021. p.7.

06 fev

ALGUMAS MANEIRAS PELAS QUAIS NOSSO MUNDO PÓS-PANDEMIA SERÁ DIFERENTE

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FOTO GIANCARLO MOSERNosso Colaborador Permanente Prof. Dr. Giancarlo MOSER e suas descrições e propostas de possibilidades conforme as quais nosso mundo pós pandemia será diferente. Merece leitura atenta e reflexiva, como segue em texto integral:

“Quando o COVID-19 for controlado e a humanidade entrar no novo normal, esperamos transformações nas relações globais, nos sistemas de aprendizado, no trabalho, na comunicação e tecnologia. O futuro nunca foi fácil de prever, e o coronavírus tornou a vida ainda mais imprevisível. Vejamos então algumas perspectivas sobre como provavelmente viveremos, aprenderemos, trabalharemos e nos comunicaremos quando atingirmos o novo normal.

Primeiramente, podemos afirmar que o Estado-Nação está de volta. Testemunhamos os limites da globalização. Governos e empresas estão percebendo como foi imprudente confiar em fornecedores em cantos distantes do mundo, especialmente no contexto de produtos essenciais como medicamentos, equipamentos médicos, microchips ou alimentos. O mundo só recentemente percebeu que 80% do paracetamol vendido globalmente é produzido na Índia.

Neste contexto, a comunidade política global pode ficar ainda mais dividida. Desde a recente rivalidade entre a China e os EUA às brigas de comércio global e ao crescente nacionalismo, as pessoas correm o risco de acabar em grupos ainda mais separados, blocos políticos ou econômicos – e tudo isso lamentavelmente está acontecendo diante do desafio comum que a humanidade enfrenta.

Por outro lado, a pandemia nos ensinou como nos reunir virtualmente, mas muitos de nós perdemos o senso de comunidade e de pertencimento que é inerentemente cultivado por meio de interações pessoais e face a face. Com as notícias encorajadoras das vacinas COVID-19 e uma boa noção do que aprendemos trabalhando remotamente, agora temos uma ideia de como será o futuro do trabalho: um modelo híbrido de trabalho interno e remoto. Quando pudermos voltar aos escritórios e escolas e retomarmos outras atividades pessoais, teremos que criar lugares para as pessoas passarem um tempo juntas e reconstruírem suas comunidades – não apenas no local de trabalho, mas em todos os aspectos de nossas vidas diárias – e isso será mais importante do que nunca.

Todos nós pertencemos a uma variedade de comunidades diferentes – físicas e virtuais – mas, no final das contas, precisamos nos reunir novamente pessoalmente. E quando o fizermos, vamos querer descobrir o que temos em comum. Como reconstruímos e restauraremos um senso de comunidade após estarmos fisicamente separados? Em todos os setores, empresas, organizações e governos estão tentando cultivar pertencimento, propósito e significado que as pessoas desejam. Mas, à medida que mudamos para um futuro híbrido, vemos um conjunto de problemas aninhados: Como podemos reconstruir o local de trabalho e estudo que estimula a inovação, a conexão e a comunidade? Como podemos garantir que essas conexões vão além destes locais?

Um aspecto positivo do fechamento de escolas pode ser como os sistemas pedagógicos estão inovando para melhorar o aprendizado em casa, embora o acesso igual à tecnologia continue sendo uma barreira, serão projetadas ferramentas que podem eliminar as divisões. Os alunos do ensino fundamental e médio usarão a tecnologia para ajudar com o dever de casa, definir metas e medir o progresso. E os estudantes universitários podem considerar o campus opcional, aumentando o número de matrículas para fornecer educação de alta qualidade e baixo custo em uma escala maior.

Equilibrando Trabalho e Vida Cotidiana

As políticas de distanciamento social implementadas para conter a pandemia Covid-19 transformaram o mundo do trabalho. A videoconferência e outras tecnologias digitais alimentaram o trabalho remoto aparentemente da noite para o dia, uma tendência que provavelmente perdurará quando os bloqueios forem suspensos. O futuro do trabalho não será totalmente remoto, mas também não ficará agrupado em escritórios. Será um híbrido: escritórios menores serão centros de colaboração pessoal ocasional, enquanto ferramentas digitais aprimoradas – como melhor bate-papo e reuniões por vídeo – darão suporte aos funcionários em casa. E mais ênfase em equilibrar a produtividade com as necessidades pessoais permitirá que os funcionários organizem suas horas de trabalho de acordo com seus horários. Flexibilidade será a vantagem final do trabalho.

A tecnologia abre o caminho

O acesso à banda larga nunca foi igual, como observamos acima, ao redor do mundo e a pandemia escancarou cruamente essa divisão. No entanto, os avanços nas redes de telecomunicações 5G de alta velocidade irão alimentar um surto de crescimento em campos que vão da telemedicina aos serviços bancários, educação e transporte, oferecendo conectividade mais rápida e maior acesso. Redes mais eficientes reduzirão custos e ajudarão as pequenas empresas devastadas pela pandemia a alcançar novos clientes e crescer.

Enfim, um século atrás, a pandemia de 1918 foi seguida por um período de rápido crescimento e agitação social dinâmica, mas foi o crescimento que afetou muitas comunidades de maneiras drasticamente diferentes.

À medida que reconstruímos nosso senso de comunidade em todas as escalas, podemos alavancar este período atual de ruptura para inaugurar uma nova era de transformação positiva – que proporcionará uma Sociedade mais inclusiva onde todos se beneficiam.”

01 fev

VIDA E OBRA DE TOLSTÓI

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FOTO LEUDOO Colaborador Permanente Professor Afonso Leudo de Oliveira CARVALHO comparece no nosso Blog, com panorama consistente sobre Vida e Obra de Tolstói. Merece leitura e reflexões, como segue:

“Leon Tolstói (1828-1910) foi um escritor russo, autor de “Guerra e Paz”, obra-prima que o tornou célebre. Profundo pensador social e moral é considerado um dos mais importantes autores da narrativa realista de todos os tempos: 24 de junho, de 1828. Quando se lê Guerra e paz pela primeira vez, abre-se uma página distinta na biografia de cada um de nós. Por isso, escrever uma crítica apropriada desse livro é um desafio quase impossível. O que não é difícil é expressar minha imensa gratidão por ter tido a sorte de vivenciar o poder da grande arte num encontro tão pessoal – o poder da palavra criativa de penetrar a alma e produzir uma tempestade de emoções e de pensamentos, de chocar, deleitar e iluminar.

A obra-prima de Tolstói nos fala de questões existenciais sobre a essência do homem, o significado da vida, do amor, da felicidade, da morte…É uma aventura e uma viagem por um mundo diferente, não apenas em termos de geografia e de tempo. Ela nos fornece, nas palavras de Turguêniev, uma representação fiel do caráter e do temperamento do povo russo (de uma era passada), “melhor do que se lêssemos centenas de obras de etnografia e de história”.

O romance é catártico e transformador, provocando uma mudança em nossa percepção e compreensão do mundo. É uma jornada que exige que nos livremos de todos os clichês e das imagens produzidas pela miríade de versões cinematográficas do livro de Tolstói, para assim “descobrir o que só pode ser descoberto pela arte do romance” nas palavras perspicazes de Kundera. Isso requer, de modo especial, que nos abramos à polifonia da narrativa e à compreensão que Tolstói tem da “história” – a razão de ser desse livro. Foi o que o afastou de sua intenção original de escrever sobre os Dezembristas, para ir buscar as fontes da sua inspiração – seguindo o sábio conselho de Puchkin, de escrever com sinceridade sobre o que foi presenciado, a guerra e a paz. Este é o princípio épico do romance, que liga os fios invisíveis da narrativa, formando um quadro único e monumental da vida.

Ninguém antes de L. N. Tolstói mostrou a guerra com tal realismo e poder artístico, negando qualquer interpretação romântica e vendo a guerra como a maior manifestação do mal, um fenômeno contrário à própria natureza do homem.

 “A guerra não é nenhuma cortesia, é a coisa mais vil do mundo”, reflete o príncipe Andrei Bolkónski na véspera da batalha de Borodinó, cujo número de mortes só seria superado pelas guerras do século XX.

O romance de Tolstói versa sobre o caráter fatídico dos conflitos sangrentos nas relações humanas. Explora as origens das guerras napoleônicas no Oriente (em 1805 e 1812) e seus resultados, focando nos seus impactos gerais sobre a vida do povo russo, mas também nos destinos individuais dos atingidos por esses eventos históricos. É sobre o que se perde e o que se descobre no calor da batalha. Ele mostra que, além das aldeias pilhadas, dos campos abandonados e embebidos de sangue humano, das chamas de Moscou, é o próprio mundo da Rússia anterior à guerra que desvanece. Com cada homem morto no campo de batalha, todo o seu inimitável mundo espiritual perece, milhares de fios são rompidos, os destinos de seus entes queridos implacavelmente mutilados…

Esta verdade da guerra – “no sangue, no sofrimento, na morte”, que Tolstói, ele mesmo ex-participante da guerra no Cáucaso e da defesa de Sebastopol, proclamou como princípio artístico nos seus contos de guerra – precisava ser humanizada, tornando-a compreensível. O escritor chegou cedo à conclusão de que “todo fato histórico deve ser explicado humanamente” e, para ele, isso significava retratar os eventos através do destino de seus personagens.

Assim, a guerra define o caráter dos protagonistas no romance – se impondo inexoravelmente em suas existências para marcar e moldar suas vidas, e servindo como teste decisivo da posição moral das pessoas. A família Rostóv é obrigada a deixar Moscou. Na guerra, o jovem Pétia Rostóv perece. Pierre Bezúkhov é capturado e tem de aprender a sobreviver e a compreender esse infortúnio. Natacha, que é marcada nas profundezas da alma pela morte de seu amado, fica horrorizada com a insensata destruição de vidas.

Ao mesmo tempo, a guerra também é uma prova da resistência do homem e da sua capacidade de descobrir o significado de sua existência, mesmo sob as condições mais adversas. O destino do príncipe Andrei Bolkonsky é o de traçar seu caminho, superando a ilusão da glória militar e terrena, para alcançar a reconciliação com a vida através da experiência do transcendente, no amor e na agonia.

Com seu talento incomparável, Tolstói pinta o íntimo entrelaçamento do homem e da paisagem, tanto a física como a emocional, muitas vezes contrastando a majestade da natureza com a loucura humana, com a mecânica da violência da guerra. Tudo que fizesse de cenário um embalo para dor

Revelar a verdade sobre a guerra é muito difícil, conclui Tolstói, e ele aborda o tema através de outro contraste – com a sua concepção de paz.

A “guerra” não é apenas a ação militar dos exércitos em luta, mas também a animosidade e a desunião das pessoas em tempos de paz, separadas por barreiras sociais e morais, pela alienação e isolamento e pelo seu egoísmo. Igualmente, a “paz” aparece no romance se desdobrando nos seus vários significados. A paz nega a guerra porque sua essência está no trabalho e na felicidade, na manifestação livre e natural da personalidade. E esta concepção está subjacente ao próprio credo estético de Tolstói:

De Tolstói, que primeiro deu ao autor a ideia de escrever um romance sobre um Dezembrista envelhecido voltando para Moscou em 1850.  Logo descobriu que precisava pesquisar e escrever sobre a experiência dos Dezembristas lutando pelo exército russo em 1812, para trazer vida à sua história, e isso, por sua vez, levou-o a 1805, quando a Rússia entrou pela primeira vez em guerra com Napoleão e perdeu.

Será isso uma mácula para Rússia?”

 

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