>Eis trecho do texto do Editor na contracapa final do Livro de ELZA GALDINO, intitulado “Estado sem Deus: a obrigação da laicidade na Constituição”:

“O Estado Brasileiro é um Estado laico. Este direcionamento encontra-se contemplado na sua Constituição. Constata-se, entretanto, o uso de símbolos religiosos nos ambientes dos Poderes Constituídos brasileiros: nos plenários dos tribunais, nas casas legislativas e nos órgãos executivos, vê-se crucifixos ou cruzes encimando mesas de trabalho. Tal quadro leva à investigação sobre se a laicidade do Estado brasileiro é real, e se o direito fundamental da liberdade religiosa, já constitucionalizado, vem sendo observado em sua plenitude.”

 >De minha parte concordo em  especial com os  dois posicionamentos de ELZA GALDINO expressos na Obra, que seguem e com os quais ela encerra as suas Considerações Finais:

 “Não haverá igualdade entre os brasileiros enquanto um só símbolo religioso – qualquer que seja ele –seja ostentado nos ambientes dos Poderes Constituídos nacionais, porque a opção do Estado só pode ser a neutralidade, e fora desta norma norteadora o que existe é a discriminação e o favoritismo.”

“Nos assuntos seculares deve-se ficar com Norberto Bobbio: ‘ Creio firmemente em minha verdade, mas penso que devo obedecer a um princípio moral absoluto: o respeito à pessoa alheia’.”

>Elza Galdino é Advogada.

>Veja em RECOMENDANDO PUBLICAÇÕES:

GALDINO, Elza. Estado sem Deus: a obrigação da laicidade na Constituição. Belo Horizonte: Del Rey, 2006.

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