A ESPIRITUALIDADE E A PANDEMIA: faça a sua ligação.

abril 23, 2021 Cesar Luiz Pasold Informações 0 comentários

FOTO CELSO LEAL DA VEIGANosso Colaborador Permanente Prof. Dr. Celso Leal da VEIGA JÚNIOR (Advogado; Professor de Direito na UNIVALI), partindo do pressuposto de “que a Espiritualidade não se confunde com Religião”, atendendo  nosso convite, escreveu crônica intitulada “A ESPIRITUALIDADE E A PANDEMIA: faça a sua ligação”.

O texto integral segue para leitura e reflexão:

“O que você entende por Espiritualidade? Pensou? Qual o valor que você e o seu grupo social preponderante concedem à Espiritualidade?

A Espiritualidade não se confunde com Religião; envolve o imaterial na inviolável intimidade da criatura humana.  Religião é crença; Espiritualidade é o olhar e o sentir a Natureza Infinita de maneira intransferível a outrem.

Se para Dalai Lama a Ética é mais importante do que a Religião, é possível compreender a Espiritualidade como elemento anterior a Religião; uma condutora.

Apesar da pluralidade conceitual e filosófica acerca da Espiritualidade, ela é prática pessoal, exercício transcendental individual, com reflexos na evolução da pessoa e efeitos nos grupos sociais.

Mais que discurso, a Espiritualidade é diálogo habitual e sincero do praticante consigo mesmo, independente dos rituais e dogmas religiosos.

Portanto, nos momentos atuais, é importante questionar: Qual a relação entre a Espiritualidade e a Pandemia que há mais um ano atinge o Brasil?

A Pandemia alterou hábitos; provocou afastamentos; fez sepultar mortos que não receberam últimos beijos; limitou o funcionamento e o acesso aos templos, tribunais e escolas; problematizou discussão sobre “liberdade religiosa”’; quantificou dados e números para fragmentar momentos coletivos de adoração. E muito mais.

É a Pandemia um alerta; o aviso da precaução e da preocupação que o indivíduo deve possuir em relação ao coletivo, da reciprocidade. A Pandemia gerou a possibilidade dos humanos reencontraram elos fraternos misteriosos, reatando vínculos da amorosidade perdida entre a competição e a ganância. 

Se para a Religião o templo poderá ser o local ideal, para a Espiritualidade a experiência do encontro com o Imaginado é o melhor e independe de espaço material porque a Espiritualidade reside no âmago, na essência da criatura, no Universo indecifrável, nas interpretações entre a Grande Existência Infinita e as Existências Finitas.

Sem ofertar lições, pedimos-lhe: a seu jeito e modo faça uma ligação entre a Pandemia e a Espiritualidade. Deixe desabrochar!

Tentando fazer minha parte, é  possível que na Pandemia, perante a omissão e desencanto de tantos, estejamos recebendo certas provocações da Espiritualidade no inconcluso debate entre a Ciência e a Fé; nos corredores hospitalares abarrotados de criaturas “sujeitas a seleção” em procedimento que privilegiará “o com mais chance viver’; nos ruídos vacinatórios da nação desencontrada; nas carências materiais aumentadas pela diminuição de direitos elementares; no desacerto de políticas públicas caras, incompletas e falaciosas; na parcialidade, alto custo e insegurança dos órgãos de poder; nos múltiplos pedidos  vibratórios, entre outras.

A Espiritualidade e a Pandemia se fundem, talvez pelo fato da primeira favorecer a “limpeza da mente”; e a segunda por relembrar ao humano: “és passageiro”; e provocar “eliminação material corporal”, fato repetitivo na Realidade Universal.

Espiritualidade?

Na Espiritualidade o Sol é cobertor na Terra que é fonte e fim; o Ar, pelo Vento, é um guia; a Luz, através do Fogo, a esperança; o Homem – Água a se renovar – o templo; o Universo, a graça; o Infinito, o compromisso além de átomos e partículas.

Alertando quanto a necessidade do “cuidado”, medida imprescindível nos relacionamentos humanos, a Pandemia se apresenta “como superior”, impondo-se no Trono do Medo, pelas mortes e sequelas geradas na população conformada e mascarada, teimosa em enfrentá-la.

A Espiritualidade emana e recebe vigor dos corpos adoentados em lares e casas de saúde; dos enterrados nas covas públicas sob pranto silencioso; das comorbidades consideradas passagens, fases purificadoras ou educadoras; dos sentimentos solidificados nas difíceis provas existenciais; daqueles clinicamente recuperados e credores da chance de renascer “ao novo” e elevar-se ao infinito. Dos sucessos e fracassos, das lutas e tréguas. Das decisões de passageiros corpóreos, burocratas do poder, que acreditam sejam os disciplinadores únicos em grupos enfraquecidos pela ausência de líderes e da proteção sonhada. Do inexplicável reverso Vida e Morte. Das Egrégoras positivas ou negativas.

A Espiritualidade e a Pandemia?  Cada qual com sua finalidade.

Passará a última – que retornará com outra causa – permanecerá a primeira, original, ancestral, maternal.

Se sobrevivermos a Pandemia, quais lições assimilaremos e efetivamente compartilharemos, objetivando Sociedade “mais justa e fraterna”? “

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